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quarta-feira, julho 03, 2019

A Dinamização das Actividades da SCALA


«Quando há três anos quinze amigos, activos no meio cultural almadense, resolveram após alguma maturação fundar a SCALA, sabiam de antemão que o trajecto não iria ser fácil para a sua sedimentação.
Num país cuja desculturização é por demais evidente, fundar uma sociedade cultural eclética, seria no mínimo aberrante.
Tivemos a sorte -- sem a pretensiosidade de sermos nós a modificar o actual estado de coisas -- de aglutinar a aderência de sete dezenas de companheiros e companheiras, que seguiam o mesmo rumo. São pintores, escritores, jornalistas, dirigentes desportivos, musicos, professores, etc.
Seria um erro o não aproveitamento deste potencial de agentes culturais,  assim, resolvemos reflectir e programar o próximo passo para o desenvolvimento da nossa associação.
Metaforicamente, plantámos há três anos a nossa árvore da cultura. Com as suas raizes em pleno desenvolvimento, a árvore tem os seguintes sete ramos: Actividades Literárias; Artes plásticas; Arqueologia-Ciência-Ecologia; Desporto; Fotografia; Música; Cinema-Teatro.  
Para que os ramos possam dar frutos será necessário que parte dos nossos associados se conjuguem no sentido da formação de núcleos ou comissões -- o nome não é o mais importante -- Conforme o gosto de cada um ou a relação com a sua actividade cultural.
Eis de uma forma sucinta, como pequenos núcleos de três associados, agregados com um membro dos Corpos Gerentes, poderiam desenvolver a sua actividade:
Actividades Literárias; o núcleo poderá incentivar narrativas inéditas sobre o concelho de Almada e reedição de obras sobre o tema, esgotadas ou olvidadas. Criaria prémios literários.
Artes Plásticas; trataria da angariação de espaços para exposições individuais e colectivas, assim como encontros sobre este vasto tema.
Arqueologia-Ciência-Ecologia; eis um sector aliciante. Trata de temas do passado longínquo e  a Ciência, que faz a ponte com o tema actual, que é a degradação do meio ambiente.
Desporto; a comissão está em fase de formação para levantar a discussão sobre a problemática do desporto em geral, o desporto que queremos para o século XXI, o deficiente e a sua relativa recuperação através do desporto, o desporto escolar e o desporto na 3ª fase da vida.
Fotografia; este grupo já está a trabalhar no terreno. Sob o dinamismo de José Luís Guimarães, criou-se um regulamento para um concurso de fotografia ao nível de todas as freguesias de Almada. Subsidiado pela Edilidade vai o concurso fotográfico ter início este ano na região de Cacilhas, sob a égide da sua Junta de Freguesia de da SCALA. Ano após ano estender-se-á às outras freguesias.
Música; a médio prazo devemos criar um pequeno núcleo de trabalho, de forma a promover concertos de música ligeira e clássica.
Cinema-Teatro; seria excelente a criação de um pequeno agrupamento teatral entre os sócios. Ensaiavam-se pequenas peças ou “sketches” e durante as suas exibições para familiares, consócios e amigos organizar-se-iam colóquios ou palestras sobre teatro em geral.
No que ao Cinema diz respeito, se a Vereação isso nos facultar, existe a intenção de levarmos a cabo em 1998, ciclos de cinema de actores e realizadores. Oxalá o Auditório Municipal esteja para isso, equipado.
Há um acentuado óbice para levar a cabo toda esta dinâmica cultural. A falta de uma sede social. Temos uma pequena sala, junto ao bingo, no Centro Comercial M. Bica, gentilmente cedida pela direcção do Ginásio Clube do Sul, sendo óbvio que não podemos ficar indefinidamente ali.
Com criatividade e trabalho, vamos fazer pairar a esperança que os autarcas possam reparar em nós, como o têm feito relativamente às nossas congéneres.»

                                                                                               DIAMANTINO LOURENÇO

Nota: Este texto assinado por Diamantino Lourenço (na foto) foi publicado no boletim "O Scala" (número dois, Inverno de 1997) e é revelador da necessidade que se sentia, de se criarem secções para que a SCALA se pudesse desenvolver de uma forma equilibrada e com futuro.
Embora tenham sido criadas secções em 1998, estas nunca funcionaram como deveria ser, pois eram "sempre os mesmos" a desenvolver as actividades da Associação. Ou seja, nunca se conseguiram cativar os sócios para terem uma participação mais activa no dia-a-dia da SCALA e foram "esquecidas" (ainda hoje é assim, 25 anos depois da fundação e apesar de já se possuírem condições logísticas - sede social - para o seu funcionamento... Aliás, esse continua a ser um dos problemas do movimento associativo, falta de gente com "vontade de fazer e partilhar coisas"...).

(Fotografia de Luís Bayó Veiga)

terça-feira, janeiro 29, 2019

A SCALA e a "Tertúlia do Repuxo"


A SCALA "nasceu" em vários lugares, mas terá sido nas mesas do Café Repuxo, da Praça Gil Vicente, na "fronteira" entre Cacilhas e Almada, que mais se conversou, debateu e discutiu, sobre a necessidade de se fundar uma associação cultural em Almada.

Os companheiros que se encontravam no "Repuxo", nas manhãs de sábado (e por vezes também ao domingo...).tinham pelo menos três interesses comuns: a paixão pelos livros, pelo associativismo e também pela história local. 

Embora estes encontros se realizassem durante os anos 1980, é no começo da década seguinte que eles se tornam mais participados, e a terem um objectivo comum: o desenvolvimento da tal ideia de se criar uma associação cultural, que pudesse defender os ideais artísticos, em todas as áreas da cultura (literatura, artes plásticas, música, fotografia, cinema, teatro, património, etc).

Apesar de muito boa gente "torcer o nariz à ideia", estes homens não mais pararam de andar para a frente, até conseguirem o seu propósito: a fundação da SCALA.

Ainda recordamos os tempos em que se enchiam duas mesas e se juntavam mais de uma dezena de Scalanos, com conversas cheias de interesse (foi aqui que ouvimos falar pela primeira vez de inúmeras personagens da história do Concelho de Almada, assim como de acontecimentos importantes que desconheciamos...). E nunca mais deixámos de frequentar o "Repuxo", até à actualidade.

Infelizmente o tempo tudo leva e a tertúlia encontra-se inactiva desde 2015, pois nos últimos três anos só se costumam encontrar por lá duas pessoas, e já não é todos os sábados...

Esta fotografia tem um simbolismo especial, pois retrata aqueles que melhor defenderam o espírito Scalano, ao longo dos anos, graças à sua qualidade humana e também à sua paixão pela Cultura e pelo Associativismo. São eles: Henrique Mota, Diamantino Lourenço e Fernando Barão.

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, outubro 09, 2017

As Histórias de Diamantino Lourenço


O nosso dirigente e sócio fundador, Diamantino Lourenço, continua a escrever, diariamente.

Entre contos, biografias e memórias, Diamantino não dá descanso ao computador.

"Joaquim Gomes Carvalho (Casa Pia)", é o título da sua última brochura, homenageando uma das grandes figuras da história da Incrível Almadense do século XX.

Era bom que 2018 fosse o ano da edição de seu segundo livro (com mais fôlego). Matéria-Prima não lhe falta...

domingo, março 05, 2017

O Almoço do 23.º Aniversário da SCALA


A SCALA realizou o tradicional almoço de aniversário exactamente no dia que faz anos, hoje, 5 de Março, vinte e três anos depois de ter sido fundada por quinze almadenses ligados aos meios culturais da Cidade.

Foi mais uma bela jornada de convívio, que reuniu aproximadamente cinco dezenas de associados e amigos. 


Felizmente podemos contar com a presença de dois sócios fundadores, Diamantino Lourenço e Fernando Barão, que foram essenciais no crescimento da nossa Associação no Concelho, e que hoje, além de nos brindarem com a sua companhia, apagaram as velas do bolo de aniversário.

(Fotografias de Luís Eme)