Sábado, Julho 12, 2008

As Quadras Populares a S. João

A SCALA orgulha-se de ter estado na génese da criação do concurso de Quadras Populares de Almada, alusivas a S. João Baptista, juntamente com o Município de Almada.
O concurso felizmente já vai na décima quarta edição e tem sido um êxito popular, como se pode comprovar, pelo elevado número de concorrentes que participam nesta iniciativa.

A cerimónia de entrega de prémios decorreu durante a tarde de hoje, no Solar dos Zagalos, com a presença na mesa de honra de Maria Emília de Sousa, presidente da Câmara de Almada, António Matos, vereador da Cultura do Município, Luís Milheiro, presidente de Direcção da SCALA e Teresa Pereira, principal responsável pelo evento.

A sessão foi apresentada por Maria Gertudes Novais e Nogueira Pardal, que fizeram parte do júri em representação da SCALA, que declamaram as quadras premiadas.

Houve ainda um excelente momento musical, com a actuação de quatro jovens almadenses, que compõem o "In Alma", que também fizeram um arranjo musical original com as quadras premiadas em 2007 e 2008.

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Domingo, Julho 06, 2008

Eleições presidenciais de 1958

Videos da tertúlia realizada de Junho. Mário de Araújo, orador convidado, fala sobre a vitória do General Humberto Delgado em Almada.
















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Sábado, Julho 05, 2008

Almada a Terra e as Gentes


"Almada a Terra e as Gentes" foi o título escolhido para o pequeno livro apresentado na quinta-feira, com poemas dedicados a todas as freguesias do Concelho, tal como o Concurso de Fotografia, organizado pela SCALA, que popularizou este nome...

A SCALA agradece aos poetas Scalanos, que com pouco mais de quinze dias, para entregarem um poema, para esta pequena colectânea, responderam presente.

São eles: Fernando Barão (Almada); Laura Guinot (Bela és Cacilhas); Abrantes Raposo (Caparica); João Azul (A Charneca); Nogueira Pardal (Costa da Caparica); Maria Gertrudes Novais (Mar Azul); Anyana (Cova da Piedade); Luís Milheiro (Jardins de Cimento); Alberto Afonso (Pragal); Aníbal Sequeira (Sobreda Florida); Minda (Trafaria).

Esta escolha não obedeceu a qualquer critério. Foi feita apenas por proximidade, já que só se decidiu fazer este livrinho depois de no final da tertúlia de Junho, ter ficado assente que em Julho, a sessão seria sobre a poesia e os poetas de Almada.

Nas palavras da Direcção, no final do livrinho, há uma dedicação especial a todos aqueles que colaboraram no Concurso de Fotografia "Almada a Terra e as Gentes", já que a sua edição: [...] «é também uma homenagem a todos os Scalanos que participaram na organização deste evento, ao longo de todas as suas edições. Um bem-haja a todos!»

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Foi assim...

A tertúlia da passada 5.ª feira... depois do habitual jantar convívio, apresentou-se o caderno Uma Dúzia de Páginas de Poesia n.º 70, Almada, a terra e as gentes. E, claro, seguiu-se uma sessão de "poesia vadia"...

Brevemente disponibilizaremos alguns videos da sessão.

Fotografias: Ermelinda Toscano e Luís Milheiro.

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Quarta-feira, Julho 02, 2008

Poesia na Tertúlia de Julho


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Terça-feira, Julho 01, 2008

Novos Corpos Gerentes da SCALA

Na Assembleia Geral da SCALA, realizada a 21 de Junho, foram eleitos os Corpos Gerentes para o biénio 2008/2009, que passamos a apresentar:

MESA DE ASSEMBLEIA GERAL

Presidente: Ermelinda Toscano
1º Secretário: Luís Bayó Veiga
2º Secretário: João Cunha Dias

DIRECÇÃO

Presidente: Luís Milheiro
Vice-presidente Administrativo: Carlos Garrido
Vice-presidente Cultural: Diamantino Lourenço
Secretária: Idalina Alves Rebelo
Tesoureiro: Carlos Durão

CONSELHO FISCAL

Presidente: Nogueira Pardal
Secretário: Mário Nery
Relatora: Rossette Coelho

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Sexta-feira, Junho 27, 2008

A "poesia vadia" é já amanhã... estão todos convidados.

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Quarta-feira, Junho 18, 2008

Ainda Humberto Delgado

AS VITÓRIAS NA COVA DA PIEDADE



«As eleições durante os 48 anos de ditadura ficaram marcadas no concelho de Almada por duas vitórias importantes da oposição sobre os candidatos da «nação». Ocorreram ambas na Cova da Piedade, terra de grandes tradições antifascistas devido ao elevado fluxo de operários a residir na freguesia.
Estamos a reportar-nos às eleições presidenciais de 1958, com a vitória do general Humberto Delgado, e às eleições de deputados para a Assembleia Nacional em 1969, com a vitória da Comissão Democrática Eleitoral.
Essas vitórias só foram possíveis porque a Cova da Piedade sempre foi o principal bastião da luta antifascista no concelho, devido à implantação da indústria corticeira na freguesia, junto às margens do Tejo.
A acção política dos corticeiros iniciou-se no final dos anos vinte, com várias manifestações de protesto contra o agravamento da sua situação profissional, cada vez mais difícil. Nessa época a corrente ideológica mais forte junto dos operários era o Anarco-Sindicalismo, o grande percursor dos movimentos de oposição em Almada.
Essas manifestações culminaram com o movimento de 18 de Janeiro de 1934, que tornou a vida dos trabalhadores ainda mais dura e difícil, com o aumento da repressão e da exploração no seio das fábricas mais activas na defesa dos interesses laborais.
A partir dessa época o Anarco-Sindicalismo começou a perder a força e influência junto da classe operária devido à prisão dos seus principais elementos. O Partido Comunista Português aproveitou esse vazio que se estava a espalhar junto dos trabalhadores para conquistar apoios na Margem Sul. Foi de tal forma bem sucedido que no início dos anos quarenta era praticamente a única estrutura política antifascista, devidamente organizada no país.
A Cova da Piedade acabou por se tornar um centro privilegiado na luta antifascista, devido ao forte enraizamento político dos seus habitantes, preparados para o que fosse necessário em prole da democracia.
Só com esse espírito é que foi possível garantir a vitória de Humberto Delgado, nas Eleições Presidenciais de 8 de Junho de 1958, nas mesas de voto da Freguesia.
Apesar das fraudes[1] que assolaram quase todas as mesas de voto do país, Humberto Delgado ainda venceu em cinquenta freguesias, uma das quais, a Cova da Piedade. Os elementos da oposição que fiscalizavam o acto eleitoral resistiram estoicamente às muitas manobras realizadas para os colocarem fora da sala onde se encontravam as urnas. Não seriam bem sucedidos e tiveram de ficar com os maços de votos de Américo Tomás guardados nos bolsos.
Quando foi anunciado o resultado a multidão que circundava o parque da Cova da Piedade rejubilou de alegria, ovacionando João Raimundo e outros camaradas, que nunca perderam de vista os «farsantes» do regime.
Algumas pessoas que assistiram a tudo o que se passou, ainda hoje se sentem indignadas pelo decoro e falta de vergonha de meia-dúzia de indivíduos que se tinham vendido ao salazarismo.
Houve vários tipos de fraudes, desde pessoas inscritas em várias freguesias que votaram duas e três vezes, até gente que teve o desaforo de votar por cidadãos já falecidos. Além disso, os elementos das mesas estavam quase todos precavidos com maços de votos, saídos das tipografias, que foram enfiados nas urnas quando não se encontrava ninguém da oposição por perto.
Almada ficou em polvorosa com os resultados eleitorais e o povo saiu para a rua, manifestando-se durante vários dias contra o fascismo e a mentira salazarista.
Em 26 de Outubro de 1969, Cova da Piedade voltou a constar nos ficheiros da democracia, com a vitória da Comissão Democrática Eleitoral (CDE) na Freguesia.
As eleições para a Assembleia Nacional, as primeiras da era marcelista, decorreram em condições de razoável autenticidade, embora o recenseamento continuasse a ser vedado a uma grande parte da população portuguesa.
Após os resultados eleitorais, Cova da Piedade voltou a sair para a rua, festejando com a alegria possível a vitória da lista da CDE, composta por elementos da esquerda democrática do distrito, perante o olhar atento das forças da ordem.


(Texto extraído de um dos capítulos do livro: Almada e a Resistência Antifacista, de Luís Alves Milheiro)


[1] Pessoas afectas ao regime que votaram em mais que uma freguesia; boletins de voto a favor de Américo Tomás colocados aos maços nas urnas; mortos que «ressuscitaram» para puder votar, etc.

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Quinta-feira, Junho 12, 2008

Humberto Delgado Recordado no Dragão




A tertúlia sobre "A Vitória de Humberto Delgado na Cova da Piedade nas Eleições Presidenciais de 1958", foi um grande momento sobre a nossa história recente, graças a Mário Araújo, que foi de uma grande eloquência, e foi mais longe que o tema, abordando todo o percurso político do "General Sem Medo", até ao seu assassínio cobarde, perpetuado pela PIDE, assim como a luta antifascista que se fazia na Cova da Piedade.


Queremos e devemos registar o testemunho e a participação de inúmeros tertulianos, que assistiram a muitas das peripécias, que rodearam esta campanha heróica que fez tremer Salazar. Nomeadamente, Fernando Barão, Abrantes Raposo, Nogueira Pardal e Diamantino Lourenço, que enriqueceram esta excelente jornada sobre a nossa história.

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Quarta-feira, Junho 04, 2008

Tertúlia Sobre Humberto Delgado


Amanhã realiza-se mais uma Tertúlia no "Dragão Vermelho".

Desta vez iremos falar sobre "A Vitória de Humberto Delgado na Cova da Piedade, nas Eleições Presidenciais de 1958".

O nosso convidado é Mário Araújo, grande democrata e associativista, que viveu todos estes acontecimentos na época, na Cova da Piedade, a Freguesia com maiores tradições democratas de Almada.

Apareçam...

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