segunda-feira, junho 10, 2019

As Quadras Sãojoaninas em Almada


Uma das "bandeiras" que podemos erguer neste ano de 2019, em que comemoramos o nosso 25.º aniversário, é a co-organização Município de Almada, do “Concurso de Quadras Populares de Almada” ao nosso S. João Baptista, Santo Padroeiro da nossa Cidade.

Pouco tempo depois do nosso aparecimento nos meios locais, sugerimos esta realização à Autarquia Almadense. Felizmente ela aceitou o nosso desafio e nestes nossos mais de 25 anos de vida, além das dezenas de premiados, temos de aplaudir as dezenas de milhares de participantes, que tanto nos têm honrado com a sua inspiração poética, dentro e fora do Concelho de Almada.

Além do apoio do Município, não podemos deixar de agradecer o trabalho profícuo realizado pelos elementos do júri da SCALA (escolher três quadras entre mil – até já aconteceu serem mais…- é obra), ao longo destas duas décadas e meia (o júri é composto por dois elementos escolhidos pela SCALA e um pelo Município). 

Eis os nomes dos elementos da SCALA que fizeram parte do júri nestes últimos 25 anos: Abrantes Raposo, Artur Vaz, Diamantino Lourenço, Fernando Barão, José Luís Tavares, Luís Alves, Luís Milheiro, Maria Ermelinda Toscano, Maria Gertrudes Novais e Nogueira Pardal.

domingo, maio 19, 2019

19 de Maio: Um Dia com Memória


Hoje é o dia certo para fazermos a comparação entre a SCALA de 1994 e a SCALA de 2019.

Em 1994 a SCALA era sobretudo esperança. O sonho de se fundar uma Associação Cultural em Almada tornara-se uma realidade - a primeira que se propunha apoiar e fazer crescer a Cultura, sem que esta fosse uma "correia de transmissão do Poder Local" (ouvi muitas vezes esta expressão nos seus primeiros anos...).
Durante os primeiros anos a SCALA cresceu de tal forma, que chegou até a assustar alguns dos seus fundadores, que estavam longe de imaginar todo aquele "fervilhar" de ideias, que circulava nas mesas de café e queriam deixar de ser "utopias" (especialmente no histórico "Repuxo")...
Claro que toda esta energia inicial foi perdendo algum fulgor, naturalmente (não podemos esquecer que a SCALA era, e é, uma pequena colectividade. Com um universo que ultrapassa ligeiramente a centena de associados...). Algumas pessoas ao não conseguirem impor os seus pontos de vista foram-se afastando, outras por não se reverem no seu espírito colectivo...
Felizmente, sobrou um "núcleo duro", que se manteve unido e coeso, durante quase duas décadas. A maior parte, devido à idade avançada (mais de 80 anos...) foram cedendo os seus lugares. Embora não existam pessoas insubstituíveis, o certo é que nunca mais se conseguiu o equilíbrio necessário. As ideias começaram a escassear, assim como as pessoas (pelo menos as com qualidade cultural e espírito associativo...).
Ainda pensámos que a cedência de um espaço como sede, iria provocar o renascimento da SCALA, como verdadeira associação cultural. O que aconteceria no final da Primavera de 2016, quando o Município de Almada nos cedeu a "Delegação Escolar", onde tinha funcionado nos últimos anos a secretaria da USALMA e a sede APCA.
Mas infelizmente a instalação na sede acabou foi por promover uma divisão na direcção, que nunca foi sanada. Percebia-se que a vaidade pessoal começava a querer impor-se, através da sua presidente de direcção. Primeiro de uma forma tímida, por falta de capacidade e também de notória limitação cultural.
Curiosamente foi esta "limitação" que fez com que as ideias de mudança e melhoria começassem a não ser bem acolhidas (não foi por acaso que as duas últimas vice-presidentes culturais pediram a demissão, em menos de um ano...). 
Foram-se perdendo as referências, a SCALA deixou de ter memória, foi se esquecendo do seu passado e inevitavelmente deixou de ter um presente e um futuro, condizente com a ideia inicial dos fundadores: ser a tal Associação Cultural, fundada para fazer a diferença, para apoiar sobretudo todos aqueles que faziam cultura fora dos circuitos do poder.
O interesse individual começou a ameaçar o colectivo, a vaidade pessoal foi crescendo e a vergonha foi-se perdendo... O "eu" passou a ser quem mais ordena, substituindo o "nós".

É por tudo isto, que o dia 19 de Maio, deve ser um dia com memória. Um dia perfeito para compararmos a SCALA de 1994 e a de 2019.

(Óleo de René Magritte)

sexta-feira, abril 05, 2019

O Plano de Intenções da SCALA


Felizmente - ao contrário do que acontece com os programas políticos -, muitas das iniciativas que fazem parte do Plano de Intenções da SCALA, tornaram-se realidade.


Outras ficaram na gaveta, porque não tivemos o apoio de "segundos" e "terceiros" (a falta de um espaço próprio durante anos foi muito limitativa)...

terça-feira, março 05, 2019

Aconteceu há 25 Anos, o Primeiro Dia da Nossa Vida (oficialmente claro)...


A SCALA foi fundada há exactamente 25 anos.

Foi o dia 5 de Março de 1994, que ficou registado como o primeiro dia da vida da SCALA, Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada.

Parabéns aos 15 fundadores e a todos os que ao longo deste 25 anos, ajudaram a SCALA a crescer e a ser uma Associação Cultural inclusiva e extensiva, no Concelho de Almada.

(Fotografia tirada ao grupo de fundadores, por alguém que passou na Praça S. João Baptista a pedido -, após a legalização da SCALA na Conservatória)

Nota: Há ainda uma história sobre esta fotografia que merece ser contada e que demonstra a bonomia de Arménio Reis. Quando Álvaro Costa emprestou a fotografia ao anónimo que passava, este disse que a máquina não tinha rolo e que era uma brincadeira para os apanhados...

quarta-feira, fevereiro 27, 2019

A Primeira Exposição Colectiva da SCALA na Oficina de Cultura...


A SCALA com menos de um ano de vida, já tinha como sócios vários artistas plásticos e fotógrafos de Almada, pelo que se pensou na possibilidade de se realizar uma exposição artística colectiva na Oficina de Cultura de Almada.

Felizmente o Município acolheu da melhor maneira esta ideia, abrindo as portas desta sua Casa da Cultura à SCALA e a primeira exposição foi inaugurada a 7 de Abril de 1995.

Por ser a primeira foi bastante diversificada, além da componente artística (fotografia e artes plásticas), deu realce aos seus poetas, escritores e também coleccionistas...

E não mais parou. 

No próximo sábado, às 16 horas, será inaugurada a 25.ª exposição artística anual, que a partir de 2003 passou a ser designada por FESTA DAS ARTES DA SCALA (uma ideia de Luís Milheiro...).

domingo, fevereiro 17, 2019

A Qualidade Artística do nosso Símbolo da Autoria do Pintor Almadense (e nosso fundador) Arménio Reis


Felizmente a SCALA tinha no seu grupo inicial um excelente artista plástico, Arménio Reis, um  aguarelista que se inspirou especialmente pela Lisboa dos bairros populares, pintando Alfama como poucos.

Não foi difícil desafiar Arménio a desenhar o futuro símbolo da SCALA, a quem foi dada toda a liberdade do mundo. As únicas premissas que recebeu foi de utilizar as cores de Almada (azul e amarelo...) e deixar alguma referência visível ao mundo das Artes e Letras...

E o bom do Arménio em vez de um, fez cinco emblemas, para que depois fosse escolhido o que entendessem ser o melhor.

São todos bonitos, pelo que acredito que não deve ter sido uma escolha consensual. E qualquer deles ficava bem à SCALA...

quarta-feira, fevereiro 06, 2019

A Escolha do Nosso Nome: SCALA...


Alguns meses antes da fundação da SCALA, um dos pontos que esteve na primeira linha das discussão, foi a designação da nova Associação Cultural de Almada.

Saltaram para a mesa vários nomes, mas nenhum com a força da SCALA, uma ideia de Gil Antunes, à época director do "Jornal de Almada". Apesar da sigla SCALA ser um nome usado em vários lugares, desde salas de espectáculos, a cafés e centros comerciais, a sua designação, palavra por palavra, não deixou dúvidas a ninguém: Sociedade, Cultural, de Artes, e Letras, de Almada, pois dizia tudo o que se pretendia...

Como já dissemos anteriormente, Gil Antunes, nunca participou em nenhuma actividade da SCALA, pós-fundação. Mas enquanto fundador, teve o mérito de ser o autor do seu nome e designação.

(Fotografia de Álvaro Costa - Gil Antunes na conservatória de Almada)

terça-feira, janeiro 29, 2019

A SCALA e a "Tertúlia do Repuxo"


A SCALA "nasceu" em vários lugares, mas terá sido nas mesas do Café Repuxo, da Praça Gil Vicente, na "fronteira" entre Cacilhas e Almada, que mais se conversou, debateu e discutiu, sobre a necessidade de se fundar uma associação cultural em Almada.

Os companheiros que se encontravam no "Repuxo", nas manhãs de sábado (e por vezes também ao domingo...).tinham pelo menos três interesses comuns: a paixão pelos livros, pelo associativismo e também pela história local. 

Embora estes encontros se realizassem durante os anos 1980, é no começo da década seguinte que eles se tornam mais participados, e a terem um objectivo comum: o desenvolvimento da tal ideia de se criar uma associação cultural, que pudesse defender os ideais artísticos, em todas as áreas da cultura (literatura, artes plásticas, música, fotografia, cinema, teatro, património, etc).

Apesar de muito boa gente "torcer o nariz à ideia", estes homens não mais pararam de andar para a frente, até conseguirem o seu propósito: a fundação da SCALA.

Ainda recordamos os tempos em que se enchiam duas mesas e se juntavam mais de uma dezena de Scalanos, com conversas cheias de interesse (foi aqui que ouvimos falar pela primeira vez de inúmeras personagens da história do Concelho de Almada, assim como de acontecimentos importantes que desconheciamos...). E nunca mais deixámos de frequentar o "Repuxo", até à actualidade.

Infelizmente o tempo tudo leva e a tertúlia encontra-se inactiva desde 2015, pois nos últimos três anos só se costumam encontrar por lá duas pessoas, e já não é todos os sábados...

Esta fotografia tem um simbolismo especial, pois retrata aqueles que melhor defenderam o espírito Scalano, ao longo dos anos, graças à sua qualidade humana e também à sua paixão pela Cultura e pelo Associativismo. São eles: Henrique Mota, Diamantino Lourenço e Fernando Barão.

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, janeiro 21, 2019

A SCALA e "O Almadense"...


O fundação da SCALA não se pode dissociar - nem deve - do aparecimento da nona série de "O Almadense", um semanário histórico, quase sempre republicano, que foi proibido após o Movimento Grevista de 18 de Janeiro de 1934, quando tinha como director Felizardo Artur.

Dizemos isto, por que acabaram por ser dois processos quase paralelos. Aliás, o primeiro contacto que tivemos com alguns dos fundadores da SCALA foi numa reunião que se realizou num café do Centro Comercial M Bica, no final de 1993, graças ao "O Almadense". Fomos convidados por Henrique Mota (pai), para esse encontro, na nossa qualidade de jornalista (sem pensarmos na época que acabaríamos por ser também associativistas...), para uma possível colaboração com o jornal, cujo número zero sairia em Junho de 1994, durante o Campeonato da Europa de Andebol, que se realizou em Almada, tendo como director, Fernando Barão.

O mais curioso, é que esta vontade de dar vida a mais um jornal em Almada, acabaria por ditar a primeira cisão no seio da SCALA, com dois fundadores, que apenas o são de nome, pois nunca participaram em qualquer actividade como sócios da nossa Sociedade (Gil Antunes e Manuel Lourenço Soares, o primeiro director do "Jornal de Almada" e o segundo seu redactor), após a sua fundação, porque não aceitaram de bom grado a possível "concorrência" jornalística...

segunda-feira, janeiro 14, 2019

A SCALA em Janeiro de 1994...


Em Janeiro de 1994, estava praticamente preparado o "parto" de mais uma associação em Almada, com a novidade de ser Cultural, de querer interagir com os almadenses, nos campos férteis das Artes e das Letras.

A ideia fermentava em algumas cabeças, há pelo menos uma década (na de Fernando Barão, talvez há mais...). Mas por várias vicissitudes, nunca fora discutida e analisada, como aconteceu ao longo de todo o ano de 1993, com a realização de muitas conversas de café (quase sempre no "Repuxo"), e alguns reuniões, já com um pensamento mais sério, sobre o que se pretendia (embora nunca se saiba bem o que irá acontecer, a recepção que as pessoas têm ao novo...).

O facto de quase todos estes homens estarem (ou terem estado...) ligados a colectividades almadenses, como dirigentes (havia a predominância de duas, Incrível Almadense e Ginásio do Sul, que nós nas comemorações do 20.º aniversário, não tivemos pejo em as referir como a "Mãe" e o "Pai" da SCALA, algo que desenvolveremos noutro texto), fazia com que tivessem a noção, de que a Cultura (pura e dura) não era uma prioridade, em qualquer delas... 

O nome dos 15 fundadores também estava praticamente definido: Fernando Barão, Henrique Mota, Diamantino Lourenço, Abrantes Raposo, Victor Aparício, Arménio Reis, Virgolino Coutinho, Artur Vaz, Jorge Gomes Fernandes, Henrique Costa Mota, João Dias da Cunha, José Luís Tavares, Álvaro Costa, Manuel Lourenço Soares e Gil Antunes.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, janeiro 10, 2019

Um Blogue (ligeiramente) Diferente...


Por deixarmos de fazer parte dos Corpos Gerentes da SCALA, decidimos dar uma nova orientação a este blogue, porque a forma como ele tem funcionado até aqui, deixou de fazer sentido (blogue informativo das actividades desenvolvidas pela Sociedade Cultural), por várias razões. Uma das quais é o facto de não termos acesso a notícias e a imagens, das actividades desenvolvidas pela SCALA. 

Ou seja, este blogue irá explorar, fundamentalmente, a vertente histórica da SCALA, que felizmente tem sido bastante rica ao longo da sua existência. 

Algo que até acaba por fazer algum sentido, se pensarmos que a SCALA cumpre 25 anos de vida em 2019.

Publicamos nesta primeira postagem uma fotografia cheia de história, tirada no primeiro almoço de aniversário da SCALA, realizado em 1995.

Em cima: prof. António Silva Marques; Vasco Gonçalves, Fernando Barão, José Luís Tavares, Artur Vaz, Maria Emília de Sousa (então Presidente do Município de Almada com um papel  na mão, que tem escrito 1.º Aniversário),  Jorge Gomes Fernandes e Arménio Reis. 
Em baixo: Victor Aparício, António Nabais, Abrantes Raposo, Álvaro Costa, Luís Milheiro, Henrique Mota e num plano inferior, Vitor Ferreira. 

[Luís Milheiro]