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domingo, agosto 04, 2019

SCALA - Uma Vida Cheia de "Sedes Provisórias"...


Ao longo dos seus 25 anos de vida a SCALA teve vários espaços que funcionaram como "Sede Social". 
A primeira de todas - era uma necessidade legal após a fundação - foi a Oficina de Encadernador de Abrantes Raposo (aparecem ambos na primeira foto...), na Rua Emília Pomar, no 3 FF, em Cacilhas. Era sobretudo "a caixa do correio" da SCALA, pois não tinha condições para se realizarem reuniões ou encontros de mais de duas ou três pessoas. Depois adquirimos um Apartado e a "nossa sede provisória" foi perdendo importância.
Espaço de reuniões e de convívio foi uma das lojas do M. Bica, propriedade do Ginásio Clube do Sul, que a cedeu graciosamente durante mais de uma década à nossa Associação, onde fazíamos o trabalho cultural possível.
Os cafés também foram durante bastante tempo local de reuniões e troca de opiniões sobre o dia-a-dia da SCALA (houve dois que tiveram primazia, o nosso "Repuxo" (Cacilhas) e o café do primeiro andar do Centro Comercial Sommer (Praça S. João Baptista). Fizemos inclusive reuniões de direcção nestes dois espaços...
Depois utilizámos a loja "Doces da Mimi", graças à boa vontade da proprietária. Além de reuniões fizemos um pouco de tudo neste espaço: recitais de poesia, colóquios, lançamentos de livros, exposições, etc.
Com o seu fecho ficámos sem  a nossa primeira "casa da cultura"...
Pelo meio O Município tinha-nos cedido um espaço (apartamento na Avenida 25 de Abril para partilhar com os Lions do Tejo de Almada), que nunca podemos utilizar. Ainda hoje não percebemos quais foram as verdadeiras intenções da nossa Autarquia a ceder-nos um espaço, pouco prático e com tantos problemas...


Com a instalação da USALMA na antiga sede da Cooperativa Almadense, a Delegação Escolar (ao lado da Escola Conde Ferreira...) iria ficar livre, pelo que encetámos logo contactos com os vereadores responsáveis (Maria do Carmo e António Matos), para saber da viabilidade da cedência do Espaço. Foi-nos dito por ambos que esta já estava destinado a alguém... Felizmente que o presidente da Câmara, Joaquim Judas, mostrou interesse em todo este processo e conseguiu reverter a situação, a nosso favor, e a Delegação Escolar foi cedida à SCALA e funciona desde o Verão de 2016 como nossa Sede Social e Casa da Cultura, onde temos feito um pouco de tudo, em prole da Cultura Almadense e também dos Associados e Amigos da SCALA.

(Fotografias de Luís Eme)

segunda-feira, janeiro 14, 2019

A SCALA em Janeiro de 1994...


Em Janeiro de 1994, estava praticamente preparado o "parto" de mais uma associação em Almada, com a novidade de ser Cultural, de querer interagir com os almadenses, nos campos férteis das Artes e das Letras.

A ideia fermentava em algumas cabeças, há pelo menos uma década (na de Fernando Barão, talvez há mais...). Mas por várias vicissitudes, nunca fora discutida e analisada, como aconteceu ao longo de todo o ano de 1993, com a realização de muitas conversas de café (quase sempre no "Repuxo"), e alguns reuniões, já com um pensamento mais sério, sobre o que se pretendia (embora nunca se saiba bem o que irá acontecer, a recepção que as pessoas têm ao novo...).

O facto de quase todos estes homens estarem (ou terem estado...) ligados a colectividades almadenses, como dirigentes (havia a predominância de duas, Incrível Almadense e Ginásio do Sul, que nós nas comemorações do 20.º aniversário, não tivemos pejo em as referir como a "Mãe" e o "Pai" da SCALA, algo que desenvolveremos noutro texto), fazia com que tivessem a noção, de que a Cultura (pura e dura) não era uma prioridade, em qualquer delas... 

O nome dos 15 fundadores também estava praticamente definido: Fernando Barão, Henrique Mota, Diamantino Lourenço, Abrantes Raposo, Victor Aparício, Arménio Reis, Virgolino Coutinho, Artur Vaz, Jorge Gomes Fernandes, Henrique Costa Mota, João Dias da Cunha, José Luís Tavares, Álvaro Costa, Manuel Lourenço Soares e Gil Antunes.

(Fotografia de Luís Eme)