domingo, outubro 02, 2022

Luís Bayó Veiga no Museu da Cidade (que agora é de Almada)

 


O Scalano Luís Bayó Veiga vai levar-nos de viagem, através de da sua colecção de bilhetes postais, pelas duas margens do Tejo.

É na próxima quinta-feira, às 18 horas. Apareçam.


domingo, março 06, 2022

Carlos Durão (1929-2022)


O nosso associado e antigo dirigente, Carlos Alberto Durão, deixou-nos na passada quinta-feira.

Embora não seja fundador, Carlos Durão é um dos elementos que fazem parte da nossa história, pois exerceu durante vários mandatos o cargo de tesoureiro e foi essencial para o equilíbrio e para a continuidade da nossa Sociedade Cultural no panorama associativo almadense, em dois ou três períodos mais difíceis (as chamadas "crises de crescimento"...), juntamente com mais dois companheiros.

Como ser humano, além da sua integridade, devemos salientar também a sua generosidade e a defesa intransigente dos valores colectivos, que felizmente continuam associados ao Movimento Associativo Almadense.

Enviamos as condolências aos seus familiares e amigos e deixamos aqui expresso, o nosso reconhecimento e homenagem, a um dos nossos raros  (e merecidos) "Sócios de Mérito".

(Fotografia de Luís Eme)


domingo, fevereiro 27, 2022

A 27.ª Festa das Artes da SCALA


A 27.ª Festa das Artes da SCALA está em exposição na Oficina de Cultura de Almada - Praça S. João Baptista - e pode ser visitada até 12 de Março, com trabalhos de fotografia, pintura, escultura e artes decorativas.

Não deixa de ser curioso, que passados todos estes anos, continue a aparecer, sempre, uma ou outra pessoa, que expõe na nossa "Festa" pela primeira vez.

Ou seja, a SCALA não perdeu essa aura de estar aberta a todos e a todas, com todos os "perigos" que essa liberdade criativa acarreta. Isso nota-se através da críticas de muitas pessoas, que acham a exposição colectiva "desequilibrada", ou seja, tem óptimos trabalhos e péssimos trabalhos. E por muito que se explique que não é feita qualquer selecção, há artistas que não compreendem (lembramos que nos primeiros anos houve mesmo quem deixasse de expor, por não se querer "misturar com a vulgaridade"...).

O único problema que existe, reside nos próprios associados, que deviam ser os primeiros a fazer uma autocrítica e a perceber que as suas obras não cumprem o mínimo que se exige a uma obra de arte exposta ao público. Agora a SCALA deve continuar fiel aos seus princípios, de tentar - essa quase "utopia" - que a arte chegue a toda a gente.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, outubro 31, 2021

A SCALA volta a Festejar a Cultura


Ontem à tarde a SCALA organizou na sua Sede Social um conjunto de iniciativas culturais, com estórias, poesia e música, festejando a oficialização da cedência deste espaço, que agora foi reforçada com mais uma sala anexa.

Estiveram presentes a Presidente do Município, Maria de Medeiros, a nova Presidente da União de Juntas de Freguesia de Almada, Maria de Assis, tal como diversos convidados de várias instituições, assim como todos os associados que acharam por bem marcar presença nesta iniciativa.

Foi também inaugurada uma bonita exposição de desenhos a carvão, da autoria de Sa Cortes.

(Fotografia de autor desconhecido)


sábado, setembro 18, 2021

Henrique Mota Homenageado em Almada

Na tarde de quarta-feira a Sala Pablo Neruda acolheu a apresentação do opúsculo, "Henrique Mota, desportista, associativista e escritor", na comemoração do centenário do seu nascimento, da autoria do nosso associado Luís Bayó Veiga.

A mesa de honra da cerimónia foi composta por Henrique Mota, que estava ali na condição de filho e também de presidente, de O Farol, Associação de Cidadania de Cacilhas, Ricardo Louçã, presidente da União de Juntas de Almada, Cacilhas, Cova da Piedade e Pragal, Eunice Figueiredo, representante do Município, Maria Gertrudes Novais, presidente da SCALA, Luís Bayó Veiga, autor da obra e Luís Milheiro, na qualidade de apresentador da obra e amigo do homenageado.

Embora se trate de um pequeno livro (em relação ao número de páginas), é fundamental para todos os que se interessam pela história das gentes de Almada, porque além de nos oferecer um bom retrato de Henrique Mota, traz a público, pela primeira vez, alguns dados sobre a sua vida familiar e profissional. Ou seja, o testemunho de Luís Veiga, acaba por deixar a porta semi-aberta, para quem queira construir futuramente uma obra de maior folego.

Foi bom ver vários associados da SCALA neste começo das actividades culturais em Almada (ainda com a pandemia à espreita...), inclusive três companheiros (Diamantino Lourenço, José Luís Tavares e Henrique Mota) que ajudaram a fundar a nossa Sociedade Cultural, juntamente com o homenageado, uma das grandes figuras da Cultura, do Desporto e do Associativismo Almadense.

(Fotografia de Carlos Cardoso)


quarta-feira, setembro 08, 2021

Finalmente a SCALA tem a sua Sede Regularizada


Depois de muitos anos de promessas por parte do Município, da cedência de um espaço que pudesse funcionar como sede social, no começo do Verão de 2016 foram atribuídas à SCALA as instalações que ficam entre o Teatro António Assunção e a Escola Conde Ferreira (que antes fora "Delegação Escolar e Sede da USALMA).

Embora a SCALA ficasse satisfeita com este espaço, nunca teve qualquer documento protocolar onde ficasse registada a cedência das instalações por parte da Câmara Municipal de Almada.

Por essa razão, é importante deixar aqui registado, que no dia 7 de Setembro de 2021 foi (finalmente) assinada a escritura de cedência do espaço (que foi aumentado com a atribuição de uma sala das traseiras, que está colada ao edifício e pode ser muito útil para a Associação), entre a SCALA e o Município, na Cova da Piedade, no Palacete Azul que substitui os Paços do Concelho.

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)


quarta-feira, agosto 11, 2021

Diamantino Lourenço, o Saber e a Tranquilidade ao Serviço da Cultura Almadense


O nosso sócio fundador Diamantino Lourenço festeja hoje o seu nonagésimo aniversário e só não dizemos que está em "grande forma", porque noventa anos, são noventa anos. Mas acrescentamos que continua atento a tudo o que se passa à nossa volta, especialmente nas culturas, com uma lucidez e memória invejáveis.

Prestamos aqui a nossa homenagem ao Diamantino, porque ele não foi apenas um sócio fundador da SCALA, foi um dos seus dirigentes mais activos durante mais de duas décadas, com uma participação imprescindível no crescimento e importância da nossa Associação no Concelho de Almada.

O seu conhecimento enciclopédico e sensibilidade na área da Cultura foram sempre uma grande ajuda, assim como a sua tranquilidade e tolerância, essencial em discussões mais acesas, para acalmar as hostes. 

Registamos também com agrado a sua participação no boletim "O Scala" (é o único scalano que escreveu em todos os boletins e são mais de cinquenta...) a montagem de dezenas de exposições artísticas, em vários locais do Concelho e a sua disponibilidade para colaborar qualquer tarefa do dia a dia da SCALA.

Em suma, não é por acaso que o Diamantino Lourenço é o nosso único Sócio Honorário, individual. 

(Fotografia de Luís Eme - Diamantino está ladeado de Henrique Mota e Fernando Barão, que também foram das figuras mais importantes da SCALA ao longo da sua ainda curta história, na "Tertúlia do Repuxo", em Cacilhas)


segunda-feira, julho 05, 2021

Manuel dos Anjos Delgado (1933-2021)


O nosso associado, Manuel dos Anjos Delgado deixou-nos ontem, vítima de um acidente vascular cerebral.

A forma artística  da qual ele mais gostava de expressar, era a poesia. Foi graças a esta paixão que se aproximou da SCALA e se tornou seu associado. 

A sua participação na nossa Sociedade fez-se sentir em várias actividades, ligadas a este género literário. Além da participação nas sessões de "Poesia Vadia" e de "Poesia à Solta", onde declamava com gosto alguns dos seus poemas, também fez parte activa nas exposições de "Poesia Ilustrada", que tiveram lugar na Galeria de Arte da nossa Sede Social.

O Manuel era uma pessoa sensível, alegre e bastante comunicativa, que deixa saudades em todos aqueles que tiveram o prazer de conviver com ele, como foi o nosso caso.

É autor de três obras poéticas ("Sentimentos Vividos em Silêncio", 2010; "Sonhos Inacabados"; 2013; e "Do Alto da Memória ", 2017). Deixa também para a posteridade um quarto livro, praticamente pronto, que estava à espera de apoios para a sua publicação.

(Fotografia de Luís Eme)


domingo, abril 25, 2021

"Abril sem Idade"

 



Abril sem Idade
 
 
Abril é um poema sem idade
Que invade o sonho dos poetas
E lhes lembra a Praça da Liberdade
Que encontraram de portas abertas
 
Fizeram da praça uma canção
Que percorreram de mãos dadas
Com o povo e as forças armadas
Dando vivas à Revolução
 
Saudaram os capitães-coragem
Erguendo um cravo encarnado
E gritaram de punho fechado
Já chega de malandragem!
 
Apesar dos anos passados
Continuam na Praça da Liberdade
E exclamam encantados,
Abril é um poema sem idade!

[Luís Alves Milheiro]


(Desenho de Mártio)


domingo, março 07, 2021

O Adeus de Jorge Gomes Fernandes (1930-2021)


A SCALA perdeu ontem mais um dos seus sócios fundadores: Jorge Gomes Fernandes, filósofo e homem da Cultura, que nunca deixou de se interessar pelo Concelho de Almada, especialmente a sua Cacilhas, onde nasceu e se fez homem.

O Jorge adorava "polemizar", gostava de colocar tudo e todos em causa, acreditava profundamente que era através da discussão e da troca de ideias, que surgia a "luz".

Foi um grande tertuliano das nossas "Tertúlias do Dragão Vermelho". Raramente perdia uma oportunidade de estar com os amigos e de levantar questões sobre os temas abordados. Também foi algumas vezes o "palestrante", divulgando os seus conhecimentos e estudos sobre etimologia e também sobre Cristovão Colombo.

A SCALA e a Cultura Almadense ficam mais pobres com o adeus de Jorge Gomes Fernandes, assim como os seus familiares e amigos.

(Fotografia de Luís Eme)


domingo, janeiro 31, 2021

É Preciso Continuar!


Não sei muito bem em que moldes irá funcionar a Festa das Artes da SCALA em pleno confinamento, muito menos se terá aderência dos sócios-artistas.

Mas isso nem é o mais importante. Todos sabemos que é preciso continuar, seguir em frente.

É sinal de que a Cultura e as Artes continuam bem vivas, apesar de todas as as dificuldades que atravessam.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)