sábado, março 02, 2024

Fernando Barão: o elemento com mais importância e peso cultural da SCALA


Nunca tivemos medo das palavras, e sempre estivemos atentos ao que nos rodeava. É por isso que dizemos, sem qualquer dúvida, que Fernando Barão foi o elemento com mais importância e peso  cultural da SCALA.

O crescimento  e a abrangência que se deu nos primeiros dez anos (impensável para muitos...)  de vida da SCALA, devem-se muito a ele. À paixão pelas coisas da cultura ele somava uma série de atributos humanos, que conseguiam conquistar gente de quase todas as áreas das artes e letras.

O que poderia ser uma simples Sociedade Literária (a maior parte dos fundadores estava ligada ao mundo das letras), estendeu-se para as artes plásticas, para a fotografia, e para todos os géneros de cultura, ao ponto de se darem passos para a organização de uma exposição artística anual, que hoje é a nossa "Festa das Artes da SCALA" (e já vai na sua 29.ª edição...).

O seu carisma, aliado à vontade de fazer, de criar, conquistaram alguns bons seguidores (como foi o nosso caso), porque finalmente tinha uma Associação apenas Cultural (sem o desporto e o recreio a confundir as coisas), para aproximar a cultura das pessoas, para que se tornasse mais fácil pensarem pelas suas cabecinhas. E depois tinha outra coisa muito importante, além de "influenciador", era um "facilitador", no que existe de melhor nesta palavra. Sempre que podia, tornava o difícil fácil, desarmando os "velhos do restelo" (que andam sempre à nossa volta), que preferiam o comodismo à activismo.

O Fernando, além de todas estas coisas, tinha ainda uma grande generosidade. Gostava de surpreender, ensinar e divertir os outros. Mesmo as anedotas que tanto gostava de nos oferecer, muitas vezes tinham uma importante componente social.

Provavelmente as "Tertúlias do Dragão" são aquilo que mais lhe conseguimos colar à pele, por tudo o que elas tiveram de positivo junto de muitos de nós: a oferta de cultura com a possibilidade de convivermos, sempre num ambiente de grande amizade e companheirismo, e até de cumplicidade. 

("Gente da História da SCALA" - I)

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, março 01, 2024

A SCALA festeja 30 anos em Março

 


A SCALA festeja 30 anos no dia 5 de Março.

Por essa razão, durante os meses de Março e Abril, iremos recordar 30 scalanos e scalanas, que deixaram a sua marca nesta caminhada de três décadas pelos trilhos da Cultura Almadense, e também referir algumas curiosidades.

E para começar, nada melhor que recordar e louvar os 15 fundadores da Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada: Fernando Barão, Diamantino Lourenço, Henrique Mota, Arménio Reis, Abrantes Raposo, Victor Aparício, Jorge Gomes Fernandes, Virgolino Coutinho, Henrique Costa Mota, João da Cunha Dias, José Luís Tavares, Álvaro Costa, Artur Vaz, Manuel Lourenço Soares e Gil Antunes.

(Fotografia de Álvaro Costa)


terça-feira, fevereiro 27, 2024

segunda-feira, fevereiro 26, 2024

"Fernando Barão em 100 Imagens"


Depois da SCALA é a vez da USALMA (a seu pedido) receber a exposição "Fernando Barão em 100 imagens", que será inaugurada hoje à tarde.

Recebeu um novo nome, que não difere muito do anterior ("Fernando Barão a SCALA e as Gentes"), aliás é quase o seu subtítulo, por razões óbvias.


quinta-feira, fevereiro 15, 2024

Tudo começou no Ginásio Clube do Sul (mas continuaria na SCALA)...

 

O Ginásio Clube do Sul tinha sido fundado menos de quatro anos antes do nascimento do Fernando Barão. Por múltiplas razões, inclusive a sua localização geográfica, em pouco tempo tornou-se a grande referência, associativa e desportiva, de Cacilhas.

Fernando Barão começou por ser atleta do Clube. Fez ginástica desportiva e atletismo (treinado pelo seu melhor amigo, Henrique Mota, companheiro de tantas aventuras associativas, desportivas e culturais...).

Depois foi muitas coisas... dirigente, com múltiplos cargos, ocupando também os seus cargos máximos, como Presidente de Direcção e Presidente da Mesa da Assembleia Geral, em vários mandatos.

Graças à sua criatividade e ao seu espírito de iniciativa foi o promotor de muitas actividades culturais ao longo dos anos. Talvez a mais relevante tenha sido a sua participação nas comemorações do cinquentenário do Ginásio, com a organização do "1.º Encontro das Colectividades Populares de Almada" e do colóquio, "Problemas da Juventude", que se realizou em 1970 e chamou a atenção da PIDE/ DGS, para não variar...

Toda esta vivência ginasista (e conhecimento), fez com que escrevesse em parceria com o seu amigo de sempre, Henrique Mota, a história do Ginásio Clube do Sul, nas comemorações dos 75 anos da vida da Colectividade Cacilhense. Livro que seria intitulado, "Ginásio Clube do Sul - 75 anos de Glória".

Foi também o ideólogo do "Prémio Literário Henrique Mota", na vertente do conto desportivo, em homenagem ao seu grande amigo, um ano depois deste nos ter deixado, que seria organizado pelo Ginásio Clube do Sul e da SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada.

Como recompensa de toda esta dedicação foi premiado com os Diplomas de Sócio de Mérito e de Sócio Honorário e também com o "Prémio Ginasista", sendo uma das grandes figuras da história da Colectividade Cacilhense.

(Fotografia de Álvaro Costa)

(Texto publicado inicialmente no blogue "Fernando, 'o Barão de Cacilhas' (1924-2024")


terça-feira, janeiro 02, 2024

Fernando Barão comemora hoje o seu Centenário


Fernando Barão, a grande referência cultural da história da SCALA faz hoje cem anos.

Fernando não se limitou a ser sócio fundador da nossa Sociedade, foi muito mais longe. Todos aqueles que acompanharam os primeiros anos de vida da SCALA, sabem que ele, além de ter sido o elemento mais carismático dos quinze "pais" da Associação, foi também um dos seus principais dinamizadores, durante pelo menos duas décadas.

São razões mais que suficientes para que a SCALA se associe e festeje com orgulho todas as manifestações culturais que sejam feitas para homenagear e recordar esta grande figura da Cultura e do Associativismo Almadense.

(Fotografia de Gena Souza - Almada)


sábado, novembro 25, 2023

José Luís Tavares (1936-2023)



A SCALA perdeu no dia 23 de Novembro mais um dos seus 15 sócios fundadores, José Luís Tavares, que também foi dirigente da Incrível Almadense, do Ginásio Clube do Sul, do Núcleo de Árbitros de Almada e Seixal e da APAF (Associação de Árbitros Portugueses).

Embora tenha deixado de ser sócio da SCALA, pouco tempo depois de deixar de fazer parte dos Corpos Gerentes da nossa Colectividade (de uma forma pouco compreensível, mas ele era assim...), nunca perderá a sua condição de fundador, nem mesmo agora que nos deixou.

José Luís Tavares, mesmo sem ser uma figura consensual, teve um papel importante na vida da SCALA,  enquanto Presidente da Direcção. Deu um bom contributo para a afirmação da nossa Colectividade no panorama associativo local, graças à sua capacidade de trabalho e espírito de iniciativa.


sexta-feira, agosto 11, 2023

"Os três jovens que ajudaram a fundar a SCALA"...


Escrevi há pouco tempo um texto sobre os três associativistas que possuíam o espírito mais jovem, entre os 15 fundadores da SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, que no próximo ano faz 30 anos de vida. O título que lhe dei diz quase tudo: "Os três jovens que ajudaram a fundar a SCALA".

Claro que não medi a sua juventude pelos números que constavam nos seus Bilhetes de identidade (em 1994 ainda não existia a CC...). Se o fizesse ultrapassava os 200 anos e acabava por estragar a "loiça toda".

Falo de Henrique Mota, Fernando Barão e Diamantino Lourenço, que felizmente ainda está entre nós e festeja hoje os seus 92 anos de vida e vai continuando em boa forma (tendo em atenção o seu escalão etário, claro...). física e intelectual.

Mesmo tratando-se de uma opinião, que apenas vincula o seu autor, ela é feita com conhecimento de causa. Estas três grandes figuras locais, além de oferecerem o seu historial cultural e associativo a uma Colectividade que dava os seus primeiros passos, também arregaçaram as mangas e deram um contributo decisivo para o crescimento da SCALA nos primeiros anos. 

Diamantino tinha ainda uma outra característica pessoal, que fazia dele um verdadeiro "operário da cultura", não se escusava a nenhuma tarefa, tanto podia pregar um prego na parede para uma exposição como escrever um texto escorreito, sobre qualquer grande figura de Almada ou do País, para o boletim. 

Sei que na parte final do texto que escrevi, sobre o grande contributo que estes três amigos deram à SCALA e à Cultura Almadense, levanto uma questão pertinente: como teria sido esta Associação, se tem sido fundada dez anos antes (o Henrique em vez de ter 73, tinha 63 anos, o Fernando em vez de ter 70 tinha 60 anos e o Diamantino em vez de 62 tinha 52 anos). Com toda a certeza, teriam  dado ainda mais de si ao Associativismo Cultural de Almada, tornando a SCALA ainda mais relevante.

E já me estava a esquecer: "Parabéns Diamantino!"

Nota: texto publicado inicialmente no "Casario do Ginjal".

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas, a "Tertúlia do Repuxo")


sábado, maio 20, 2023

Grande Luís Alves!


Foi uma bela surpresa revermos durante a tarde de hoje um dos bons poetas da SCALA, Luís Alves, na sessão de "Poesia Vadia" organizada pela Incrível Almadense, na rua Capitão Leitão.

Apesar de se ter deparado nos últimos tempos com problemas de saúde (a sua perda de peso é bastante significativa...), foi muito bom vermos o poeta a declamar vários poemas da sua lavra, assim como o inconfundível "Canto Negro" de José Régio.

Felizmente o seu amor à poesia permanece bem vivo (ele confessou-nos que foi uma ajuda importante no combate a este percalço...)  assim como a sua qualidade enquanto declamador.  

Grande Luís Alves!

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


segunda-feira, abril 24, 2023

Abril Sempre!!! (na Cultura e nas nossas Vidas)


A SCALA quando foi fundada, queria ser uma associação completamente independente de qualquer poder ou de qualquer partido. Ou seja, queria trilhar o seu caminho na Cultura almadense, em liberdade, sem de deixar influenciar por qualquer tipo de pressão, externa ou interna.

Uma das suas primeiras premissas, foi a sua não participação, enquanto associação, no desfile anual das Colectividades do Concelho, promovido pelo Município. Dava liberdade absoluta aos seus associados, mas por entender que esta Festa tinha uma componente político-partidária bastante forte, primava pela ausência.

Nos primeiros anos esta não participação nem sempre foi bem recebida, até por a SCALA ser uma das poucas colectividades que fazia questão em não estar presente. Em vez de entenderem a nossa posição, chegaram mesmo a dizer que não eramos uma "Colectividade de Abril".

Mas se há algo que a Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada sempre foi, foi uma "Colectividade de Abril". Nunca sentimos qualquer pressão interna, para fazer isto ou aquilo, que fosse contra ou a favor dos poderes instituídos. Se existiram pressões, foram externas, por gente que tinha dificuldade em "separar as águas".

Foi sempre um grande orgulho da SCALA, poder dizer, sem qualquer reserva, que a nossa política era a Cultura.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)