Mostrar mensagens com a etiqueta Fundadores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fundadores. Mostrar todas as mensagens

sábado, outubro 04, 2025

O "Largo Fernando Barão" em Almada


Ontem, a meio da tarde foi descerrada a placa, no agora "Largo Fernando Barão", junto aos Paços do Concelho, para contentamento dos familiares mais próximos e de todos os amigos que não quiseram perder mais esta oportunidade de homenagear o nosso "Barão de Cacilhas".


A SCALA esteve presente e activa, não fosse Fernando Barão, um dos mais distintos fundadores da nossa Colectividade e um dos grandes associativistas almadenses do século XX.

(Fotografias de Luís Eme - Almada)


terça-feira, julho 08, 2025

"As Artes (e as manhas) dos quinze fundadores da SCALA"


Luís Milheiro organizou um pequeno caderno com um pequeno registo biográfico dos 15 fundadores da SCALA, onde analisa de uma forma sintética o seu percurso na nossa Associação.

Transcrevemos os respectivos títulos de cada crónica:

"a arte da ética e da amizade" (a Henrique Mota);
"a arte de contar, de partilhar e de estar" (a Fernando Barão);
"a arte de construir estradas e pontes culturais" (a Diamantino Lourenço);
"a arte de olhar e dar cor ao mundo" (a Arménio Reis);
"A arte de polemizar e de desconversar" (a Jorge Gomes Fernandes);
"A arte de compor e fazer livros" (a Virgolino Coutinho);
"a arte da controvérsia e da incoerência" (a Abrantes Raposo);
"a arte de complicar as coisas simples" (a Victor Aparício);
"a arte e o talento de teorizar" (a Henrique Costa Mota);
"a arte do quero mando e posso" (a José Luís Tavares);
"a arte de misturar as coisas" (a Álvaro Costa);
"a arte de ficar a ver a banda passar" (a João da Cunha Dias);
"a arte da gente pequenina sem jeito para a dança" (a Artur Vaz);
"a arte da ambiguidade e da cobardia" (a Gil Antunes);
"a arte de ser e não ser" (a Manuel Lourenço Soares);

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, dezembro 06, 2024

Henrique Mota: uma vida dedicada ao Associativismo


Deixámos para o fim, propositadamente, Henrique Mota, um dos três fundadores da SCALA, que ainda estão entre nós.

Foi vice-presidente Cultural da nossa Associação nos dois primeiros mandatos da direcção, num período de grande crescimento, para o qual deu um importante contributo.

Depois verificaram-se algumas desinteligências e o Henrique foi um dos protagonistas da segunda cisão que se deu no seio da SCALA, partindo para outros desafios associativos (sem nunca deixar de ser nosso associado), mais ligados ao património de Cacilhas, sendo o principal fundador e o presidente da Associação de Cidadania de Cacilhas o Farol (cargo que mantém).

Em alguns períodos, o Farol chegou a rivalizar com a SCALA, e até a querer mesmo sobrepor-se no panorama associativo local às nossa Colectividade. Houve um ou outro mal entendido, mas foram facilmente ultrapassados, por, em parte, haver uma história comum.

De uma forma geral tem sido possível manter um bom entendimento e organizar várias iniciativas em conjunto (SCALA e O Farol) ao longo dos últimos vinte anos, em prole da Cultura e da História do nosso Concelho, graças ao bom senso e sentido colectivo de Henrique Mota e dos dirigentes da SCALA.

(Gente da História da SCALA - XXX)

Fotografia de Gena Souza)

sábado, abril 06, 2024

Virgolino Coutinho: o amigo dos escritores almadenses

Virgolino Coutinho foi sempre um homem ligado à Cultura e ao Associativismo de Almada. Foi esta sua ligação que o levou a unir-se aos 14 companheiros que decidiram fundar a SCALA, em Março de 1994.

Por saber que era necessário consolidar a nossa Associação no panorama associativo local, especialmente nos seus primeiros anos de vida, foi “à luta” e fez parte dos corpos gerentes da SCALA durante vários mandatos (Presidente do Conselho Fiscal em 1994/95; vice-presidente Administrativo 1996/97 e 2000/01; vogal da Direcção 1998/99). 

Esteve toda a vida ligado às artes gráficas, sendo reconhecido como um excelente técnico e um grande amigo dos escritores almadenses. Sim, amigo. Ajudou a editar dezenas e dezenas de livros de autores do nosso Concelho, além de também impulsionar a edição de boletins de inúmeras colectividades de Almada como foi o caso da SCALA (foi o “mecenas” dos primeiros números de “O Scala”, ao qual manteve sempre uma ligação próxima). 

Virgolino também esteve ligado ao “Rua Nova”, à Sociedade Columbófila os Águias, ao Ginásio Clube do Sul e sobretudo à Incrível Almadense, onde foi seu dirigente durante vários mandatos e fez parte da Comissão das Comemorações do seu 150 º aniversário, prestando também aqui um grande apoio na edição de jornais e também de folhetos comemorativos. 

Era um homem simples e de bom trato, que deixou a sua marca em todos aqueles que lidaram de perto com ele e sentiram o quanto privilegiava a amizade e o companheirismo.

(Gente da História da SCALA - X)

(Fotografia de Luís Eme - Virgolino está ao centro, com João da Cunha Dias e Diamantino Lourenço)


quarta-feira, abril 03, 2024

Victor Aparício: a paixão pelo jornalismo e pelos livros


Natural de Lisboa,  Victor Aparício veio viver para Almada, no começo da adolescência. Uma das suas descobertas mais estimulantes, foram as bibliotecas do movimento associativo almadense, que o iriam ajudar bastante a alimentar a paixão pelo mundo dos livros e dos jornais. 

Se a literatura ainda estava longe, o jornalismo nem por isso, começando a escrever logo que lhe foi possível na imprensa local (com relevo para o "Jornal de Almada" e "O Setubalense", assim como outras publicações locais, como o boletim "O Scala", que chegou a dirigir).

E depois vieram os livros, ainda que de forma tímida. Embora os apoios tenham sido sempre escassos, o Victor conseguiu deixar-nos mais de uma dúzia de obras, entre a poesia, a ficção e a biografia e o ensaio sobre história local. Algumas destas obras continuam a despertar interesse local, como é o caso de "Tonecas, a Tragédia que Enlutou Almada" e de "Os Palmeiros e os Gafos de Cacilhas".

A ligação ao jornalismo, aos livros e ao associativismo, transportaram-no para a "Tertúlia do Repuxo", que acabou por ser o "berço" da SCALA, da qual foi um dos fundadores. Apesar de ser demasiado meticuloso, com as palavras e com os procedimentos de secretaria (era conhecido como o "picuinhas"...), foi decisivo na organização e no arquivo da nossa Associação, nos primeiros anos, quando exerceu a função de Secretário da Direcção.

A vida de  Victor Aparício esteve longe de ser fácil, principalmente na infância e adolescência. Isso fazia com que fosse demasiado reservado, ao ponto de nem sempre ter sido bem compreendido pelos amigos. O mesmo se passou no seio da SCALA.

(Gente da História da SCALA - IX)

(Fotografia de Gena Souza - Almada)


sábado, março 30, 2024

Abrantes Raposo: o amor à SCALA e à poesia


Abrantes Raposo além de fundador foi um dos dirigentes mais generosos da SCALA, oferecendo a sua oficina de encadernador como a primeira sede da nossa Associação (até abrirmos um apartado postal nos CTT, a nossa morada ficava na mítica Rua Emília Pomar) onde recebíamos toda a correspondência.

Por as sua oficina ficar a caminho da nossa casa, parávamos muitas vezes na sua oficina, para dar dois dedos de conversa e cimentar a nossa amizade. Estes encontros também nos faziam ver que Abrantes Raposo estava longe de ser uma pessoa fácil, que vivia tudo com muita intensidade, afastando-se algumas vezes da razão.

Foi presidente de Direcção da SCALA no biénio 1996/97 e exerceu ainda vários cargos nos Corpos Gerentes, durante mais de uma década. 

Fez parte de um trio que ficou conhecido como os "velhos do restelo da SCALA" (Raposo, Aparício e Vaz), por  além de serem conservadores, terem dúvidas se o crescimento surpreendente da Associação nos primeiros anos, nos meios culturais almadenses, que nem todos conseguiam acompanhar, nos poderia trazer problemas num futuro próximo...

Foi também poeta e ensaísta, embora a sua grande paixão e forma de exprimir o seu sentir fosse através da poesia, deixando várias obras da sua autoria para a posterioridade.

Teve também uma importante participação político-social local, como Deputado Municipal e como Presidente da Assembleia de Freguesia de Cacilhas, em representação do Partido Socialista.

(Gente da História da SCALA - VIII)

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quinta-feira, março 21, 2024

"A Fome" (para festejar a Poesia)


A Fome
  
Quem disse
E diz
Que não há fome
No meu País
Não mente
Nem mentiu
Porque não a sente
Nem sentiu
 
Mas quem a sente
Sabe que ele mente
 
Quem hoje a denúncia
Quando ontem se calava,
Por conveniência
Ou conivência
E cobardia
Não pode ser ousadia
Porque não a sente
Nem sentia
 
Neste juízo se compreende
Quem é mais réu
Se quem acusa
Ou quem se defende
 
Quem está inocente
Certamente
É aquele que é gente
E a fome sente
 
Abrantes Raposo

(Fotografia de Fernando Barão)

terça-feira, março 19, 2024

Jorge Gomes Fernandes: a filosofia, o saber e o gosto pela polémica


Jorge Gomes Fernandes terá sido um dos fundadores da SCALA, mais peculiares.

Filósofo de formação, adorava polemizar, olhar para a parte de trás (ou de baixo...) das coisas, semeando muitas vezes a discórdia nas mesas do café, mas sem nunca levar as discussões acesas para aspectos pessoais. Acreditava firmemente que era através de olhares diferentes que era possível chegar ao caminho certo, de qualquer tema, histórico, literário ou sobre a actualidade.

Adorava também conversar e conviver, foi por isso que foi um grande tertuliano das nossas "Tertúlias do Dragão Vermelho". Raramente perdia uma oportunidade de estar com os amigos e de levantar questões sobre os temas abordados, deslocando-se propositadamente de Lisboa para Almada. Também foi algumas vezes o "palestrante", divulgando os seus conhecimentos e estudos sobre etimologia e também sobre Cristovão Colombo.

Homem das Culturas, Jorge nunca deixou de se interessar pelo Concelho de Almada, especialmente a sua Cacilhas, onde nasceu e se fez homem. Foi desta forma que conheceu a "Tertúlia do Repuxo", que passou a frequentar, acabando, naturalmente, por ajudar a fundar a SCALA.

Aprendemos muito com a sua forma diferente, de ser e de estar, neste sociedade que gosta pouco de se ver ao espelho, com um olhar crítico.

(Gente da História da SCALA - VI)

(Fotografia de Luís Eme)


quarta-feira, março 13, 2024

A SCALA associa-se à Comemoração do Centenário do nascimento de Fernando Barão


A SCALA associa-se à Comemoração do Centenário do nascimento de Fernando Barão, que se realiza no próximo sábado no Salão de Festas da Incrível Almadense, às 15.30
horas.


domingo, março 10, 2024

Arménio Reis: um grande artista plástico (mesmo que ele por vezes fingisse que não era verdade...)


A SCALA teve a felicidade de ter entre os seus fundadores, Arménio Reis, um excelente artista plástico, que é o autor do bonito emblema (ou logotipo...) que não só identifica como representa, muito bem, os valores da nossa Sociedade Cultural.

Embora tenha ficado reconhecido como um grande aguarelista, no panorama local e nacional (mesmo que nunca se tenha levado muito a sério...), Arménio era um artista multifacetado. Quase todos admiravam o seu repentismo (quando começava a sentir que tinha mais que fazer que ouvir discursos, pegava numa caneta e começava a deixar a sua marca artística, que tanto podia ficar impressa numa toalha de papel ou num simples prato de sobremesa), que ficava depois para qualquer sortudo, que lhe pedisse a "obra", cuja beleza se tornava visível em poucos minutos. 

Dizer que o Arménio tinha "mãos de ouro", pode soar a exagero - até porque nunca enriqueceu com a Arte -, mas quem o conheceu sabe que ele tinha um talento especial, para tornar as coisas que o rodeavam mais bonitas, quando lhes tocava. Esteve radicado alguns anos no Algarve e era sempre convidado para decorar os carros que desfilavam nos corsos carnavalescos de Olhão, graças à sua imaginação e qualidade artística.

O Arménio tinha ainda outro talento, também natural: a bonomia. Para ele a "amizade era mesmo uma fé", dando excelentes lições de "estar bem" no convívio com os amigos, com um humor especial, que não deixava ninguém indiferente.

Infelizmente deixou-nos demasiado cedo, ainda antes da SCALA comemorar o seu segundo aniversário. 

Por nunca ter realizado uma exposição em Almada, a nossa Associação organizou um ano depois de ter partido, a "Semana de Arménio Reis", onde além de mostrarmos as suas obras também realizámos um colóquio evocativo do artista e da sua arte, gratos por tudo o que ele nos deu.

(Gente da História da SCALA - IV)

(Fotografia de Álvaro Costa)


quinta-feira, março 07, 2024

Diamantino Lourenço: a tolerância e o amor à cultura


Não é por acaso que Diamantino Lourenço é o único sócio honorário, distinguido em vida, da SCALA.

Além do seu amor pelas artes e letras (é muito multifacetado, não deverá haver uma área da cultura de que não goste...), é um ser humano de excepção.

Podemos dizer que este sócio fundador já foi praticamente tudo na SCALA. Até "bombeiro de serviço", algumas vezes, para apagar "fogos postos" por companheiros com egos demasiado exacerbados. Foi dirigente durante mais de vinte anos, ocupando os mais diversos cargos. Mas mais importante que os cargos foi ter sido sempre um "operário da cultura", estando sempre pronto para ajudar, no que fosse necessário. Montou mais de uma centena de exposições - de todo o género e em vários lugares - escreveu centenas de artigos no boletim "O Scala", informativos e memoralistas.

Podemos e devemos dizer, que é um associativista, de excelência!

Já falámos da sua tolerância, de ter sempre uma palavra positiva, mesmo nos maus momentos, de ser o equilíbrio, que muitas vez faltava, nas discussões mais acaloradas, mas não devemos esquecer o seu conhecimento e amor a todas as artes, desde a música, passando pelo teatro e pelo cinema.

E claro, é um dos escritores da nossa Terra, que muito honra os pergaminhos da SCALA e de Almada.

(Gente da História da SCALA - III)

(Fotografia de Luis Eme - Diamantino na companhia de Carlos Durão, Almada)


segunda-feira, março 04, 2024

Henrique Mota: a amizade e a dignidade sem preço


Foi Henrique Mota que me trouxe para a "universo scalano" (ainda antes da fundação da SCALA), mas não é por isso que o considero uma das pessoas mais importantes que tive o prazer de conhecer em Almada e no Associativismo.

As suas qualidades humanas e associativas vão muito para lá da nossa amizade (mesmo que tenha sido uma das pessoas por quem senti mais empatia e o meu companheiro de eleição nas "tertúlias do Repuxo"). 

Em todas as colectividades existem divergências (nas culturais ainda é pior, porque todos gostam de ter opinião...),  pelo que é necessário haver uma voz de comando, com a inteligência, a frieza e a experiência necessárias, para que no fim acabe tudo bem. Henrique Mota foi muitas vezes essa voz,  fazia-se ouvir sem nunca ter de subir o seu tom ou gritar, obrigando os outros a descerem ao seu nível durante os diálogos. Posso mesmo dizer, que a sua experiência associativa (exerceu durante muitos anos os cargos principais no Ginásio Clube do Sul) foi o garante da estabilidade e do crescimento da SCALA nos primeiros anos.

O facto de ter um sentido ético muito vincado na sua personalidade, fazia com que fosse respeitado por todos (mesmo os que não tinham os mesmos valores...), pois o seu exemplo, e a sua dignidade, não davam espaço a qualquer tipo de devaneio.

A par destas qualidades foi também o grandes historiador do desporto almadense, com uma série de quatro volumes de "Desportistas Almadenses", impar no nosso país.

(Gente da História da SCALA - II)

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


sexta-feira, março 01, 2024

A SCALA festeja 30 anos em Março

 


A SCALA festeja 30 anos no dia 5 de Março.

Por essa razão, durante os meses de Março e Abril, iremos recordar 30 scalanos e scalanas, que deixaram a sua marca nesta caminhada de três décadas pelos trilhos da Cultura Almadense, e também referir algumas curiosidades.

E para começar, nada melhor que recordar e louvar os 15 fundadores da Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada: Fernando Barão, Diamantino Lourenço, Henrique Mota, Arménio Reis, Abrantes Raposo, Victor Aparício, Jorge Gomes Fernandes, Virgolino Coutinho, Henrique Costa Mota, João da Cunha Dias, José Luís Tavares, Álvaro Costa, Artur Vaz, Manuel Lourenço Soares e Gil Antunes.

(Fotografia de Álvaro Costa)


sábado, novembro 25, 2023

José Luís Tavares (1936-2023)



A SCALA perdeu no dia 23 de Novembro mais um dos seus 15 sócios fundadores, José Luís Tavares, que também foi dirigente da Incrível Almadense, do Ginásio Clube do Sul, do Núcleo de Árbitros de Almada e Seixal e da APAF (Associação de Árbitros Portugueses).

Embora tenha deixado de ser sócio da SCALA, pouco tempo depois de deixar de fazer parte dos Corpos Gerentes da nossa Colectividade (de uma forma pouco compreensível, mas ele era assim...), nunca perderá a sua condição de fundador, nem mesmo agora que nos deixou.

José Luís Tavares, mesmo sem ser uma figura consensual, teve um papel importante na vida da SCALA,  enquanto Presidente da Direcção. Deu um bom contributo para a afirmação da nossa Colectividade no panorama associativo local, graças à sua capacidade de trabalho e espírito de iniciativa.


sábado, setembro 18, 2021

Henrique Mota Homenageado em Almada

Na tarde de quarta-feira a Sala Pablo Neruda acolheu a apresentação do opúsculo, "Henrique Mota, desportista, associativista e escritor", na comemoração do centenário do seu nascimento, da autoria do nosso associado Luís Bayó Veiga.

A mesa de honra da cerimónia foi composta por Henrique Mota, que estava ali na condição de filho e também de presidente, de O Farol, Associação de Cidadania de Cacilhas, Ricardo Louçã, presidente da União de Juntas de Almada, Cacilhas, Cova da Piedade e Pragal, Eunice Figueiredo, representante do Município, Maria Gertrudes Novais, presidente da SCALA, Luís Bayó Veiga, autor da obra e Luís Milheiro, na qualidade de apresentador da obra e amigo do homenageado.

Embora se trate de um pequeno livro (em relação ao número de páginas), é fundamental para todos os que se interessam pela história das gentes de Almada, porque além de nos oferecer um bom retrato de Henrique Mota, traz a público, pela primeira vez, alguns dados sobre a sua vida familiar e profissional. Ou seja, o testemunho de Luís Veiga, acaba por deixar a porta semi-aberta, para quem queira construir futuramente uma obra de maior folego.

Foi bom ver vários associados da SCALA neste começo das actividades culturais em Almada (ainda com a pandemia à espreita...), inclusive três companheiros (Diamantino Lourenço, José Luís Tavares e Henrique Mota) que ajudaram a fundar a nossa Sociedade Cultural, juntamente com o homenageado, uma das grandes figuras da Cultura, do Desporto e do Associativismo Almadense.

(Fotografia de Carlos Cardoso)


quarta-feira, agosto 11, 2021

Diamantino Lourenço, o Saber e a Tranquilidade ao Serviço da Cultura Almadense


O nosso sócio fundador Diamantino Lourenço festeja hoje o seu nonagésimo aniversário e só não dizemos que está em "grande forma", porque noventa anos, são noventa anos. Mas acrescentamos que continua atento a tudo o que se passa à nossa volta, especialmente nas culturas, com uma lucidez e memória invejáveis.

Prestamos aqui a nossa homenagem ao Diamantino, porque ele não foi apenas um sócio fundador da SCALA, foi um dos seus dirigentes mais activos durante mais de duas décadas, com uma participação imprescindível no crescimento e importância da nossa Associação no Concelho de Almada.

O seu conhecimento enciclopédico e sensibilidade na área da Cultura foram sempre uma grande ajuda, assim como a sua tranquilidade e tolerância, essencial em discussões mais acesas, para acalmar as hostes. 

Registamos também com agrado a sua participação no boletim "O Scala" (é o único scalano que escreveu em todos os boletins e são mais de cinquenta...) a montagem de dezenas de exposições artísticas, em vários locais do Concelho e a sua disponibilidade para colaborar qualquer tarefa do dia a dia da SCALA.

Em suma, não é por acaso que o Diamantino Lourenço é o nosso único Sócio Honorário, individual. 

(Fotografia de Luís Eme - Diamantino está ladeado de Henrique Mota e Fernando Barão, que também foram das figuras mais importantes da SCALA ao longo da sua ainda curta história, na "Tertúlia do Repuxo", em Cacilhas)


domingo, março 07, 2021

O Adeus de Jorge Gomes Fernandes (1930-2021)


A SCALA perdeu ontem mais um dos seus sócios fundadores: Jorge Gomes Fernandes, filósofo e homem da Cultura, que nunca deixou de se interessar pelo Concelho de Almada, especialmente a sua Cacilhas, onde nasceu e se fez homem.

O Jorge adorava "polemizar", gostava de colocar tudo e todos em causa, acreditava profundamente que era através da discussão e da troca de ideias, que surgia a "luz".

Foi um grande tertuliano das nossas "Tertúlias do Dragão Vermelho". Raramente perdia uma oportunidade de estar com os amigos e de levantar questões sobre os temas abordados. Também foi algumas vezes o "palestrante", divulgando os seus conhecimentos e estudos sobre etimologia e também sobre Cristovão Colombo.

A SCALA e a Cultura Almadense ficam mais pobres com o adeus de Jorge Gomes Fernandes, assim como os seus familiares e amigos.

(Fotografia de Luís Eme)


sábado, agosto 22, 2020

Jorge Gomes Fernandes: o fundador da SCALA mais peculiar


Este Agosto quase parado, nas coisas da Cultura, é bom para recordar alguém especial: o Jorge Gomes Fernandes, que embora seja cacilhense de coração, é o bom exemplo do "cidadão do mundo", sempre pronto para conhecer ou para conversar sobre coisas novas.

A sua formação em filosofia e a sua paixão por polémicas, fazia com que adorasse questionar, tudo e todos (mesmo que muitas vezes passasse por "chato" e fugissem dele a sete pés).

Foi esse gosto pelas conversas e pelas questões que o levaram a aparecer no "Repuxo", revivendo amizades antigas e conquistando novas. Quando soube da ideia de se fundar uma associação cultural em Almada, aderiu de imediato. A cultura era o mais o seduzia, especialmente o mundo das letras (o ensaio, a poesia, a ficção... era tudo bem vindo).

Durante o tempo em que realizámos as "Tertúlias do Dragão", era raro faltar. E vinha de Lisboa, mas o que queria era ouvir e depois questionar (mesmo que fosse só para "discutir o sexo dos anjos"...).

E depois foi desaparecendo do mapa, um casamento tardio foi o levando da sua Cacilhas, ao ponto de hoje não sabermos nada sobre o seu paradeiro.

Mas onde quer que esteja, o Jorge, continua a ser o fundador da SCALA mais peculiar. O que ele fazia por uma polémica, e sem perder a bonomia (mesmo que nos "esgotasse" a paciência)...

(Fotografia de Luís Eme)