Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens

domingo, novembro 24, 2024

Ofélia Cruz: um grande exemplo de amor à liberdade e à poesia


Ofélia Cruz não fez nada de especial para estar aqui, na lista dos "trinta" da história da SCALA.

E é por isso mesmo que está aqui. Por ser uma mulher simples, que amava sobretudo a liberdade e gostava muito de "poemas de combate", que recitava muito bem, renovando a força das palavras dos poetas (como ele gostava de Sidónio Muralha...), nos recitais colectivos da SCALA.

Também era presença assídua nas nossas "Tertúlias do Dragão", por gostar das coisas da cultura e de estar com os amigos.

Não podemos, nem devemos, esquecer o seu papel de lutadora antifascista e de Mãe, que educou os seus filhos com grande sacrifício, nos anos em que o seu companheiro de sempre, esteve encarcerado nos calabouços destinados aos nossos presos políticos.

Para nós, foi uma honra termos conhecido, e sermos amigos desta senhora extraordinária, que lutou por um mundo com espaço para todos, onde a igualdade e a justiça social não fossem apenas uma miragem.

(Gente da História da SCALA - XXIX)

Fotografia de Luís Eme)


sábado, outubro 26, 2024

Rosette Coelho: a escolha da poesia como companheira, na luta com o dia-a-dia...


Há mulheres que depois de ficarem sozinhas, fecham-se em casa, como se o mundo estivesse para acabar. Vestem-se de negro e esperam a sua vez, presas à memória do tempo em que pensavam ser felizes.

Há outras, que depois do primeiro embate com a "solidão", resolvem resistir. Dão uma ou duas voltas à vida  e levantam-se, com vontade de ir atrás de qualquer sonho lindo, que lhes ficou de "uma outra vida qualquer"...

E é assim que regressam a experimentar uma ou outra coisa, que noutros períodos da vida, as faziam sentir-se bem, criativas, mais livres e também mais preenchidas.

A SCALA teve a alegria de receber algumas destas mulheres, como foi o caso de Rosette Coelho, que trouxe consigo o amor à poesia, e ainda um sorriso contagiante, fundamentais para o nosso convívio, que juntava o social ao cultural, abrindo portas a novas amizades e à troca de saberes.

A Rosette trouxe-nos as palavras dos poetas que amava. Poetas que declamava com talento e emoção, sozinha ou em grupo (sim, fez parte do primeiro grupo de "Poetas da Scala", juntamente com Idalina Alves Rebelo, Cristina Fernandes, Nogueira Pardal e Fernando Barão).

E claro, uma alegria contagiante, que recordamos com saudade...

(Gente da História da SCALA - XXV)

(Fotografia de Luís Eme - com a Rosette a sorrir, na companhia do Fernando e da Guiomar)


domingo, setembro 15, 2024

Clara Mestre: o amor pela poesia e pela imagem


Durante a minha passagem pela SCALA, de praticamente duas décadas e meia, houve três mulheres que foram especiais, por razões diferentes. Já falámos de duas delas (Idalina Alves Rebelo e Gena Souza), falta falar da terceira: Clara Mestre.

Embora a Clara aparecesse na SCALA numa fase mais recente, graças à poesia (ela adora escrever e declamar...), faz parte da sua história.  Foi parte integrante da animação dos "Doces da Mimi", espaço que acabou por ser um bom ensaio para as actividades da SCALA, quando nos foi atribuída, uma sede, pelo Município.

Além da poesia, a Clara também gosta da imagem e da fotografia. E por essa razão foi uma das poetisas que aderiram de imediato à "poesia ilustrada", participando de uma forma entusiasta, ilustrando com alguma originalidade os seus poemas, com imagens que descobria aqui e ali.

A par das suas qualidades poéticas, estão as suas qualidades humanas. Não temos dúvidas de que é uma das pessoas que mais tem contribuido para que exista um ambiente saudável no seio da SCALA.

Acabou também por fazer parte dos Corpos Gerentes da SCALA, em cargos não executivos, em vários mandatos, tal é o seu gosto em participar, em fazer parte do rico associativismo almadense.

(Gente da História da SCALA - XXIII)

(Fotografia de Luís Eme)


terça-feira, maio 14, 2024

Nogueira Pardal: o amor à poesia, ao alentejo e às coisas bonitas da vida


Nogueira Pardal é um dos sócios mais antigos da SCALA, mas não entrou logo na nossa "rota cultural". Isso aconteceu porque se tornou associado mais pela amizade que tinha a Fernando Barão (eram vizinhos na Verdizela), que por qualquer outra afinidade que sentisse pela nossa Associação.

Foi com as nossas "Tertúlias do Dragão" , que ele teve a possibilidade de nos mostrar o seu talento e valor como poeta e amante da literatura. Ou seja, teve uma presença activa e passiva, quer como palestrante quer como espectador (foi sua a primeira palestra das tertúlias, sobre a "A Tradição Coimbrã"...). Ofereceu-nos vários serões bem passados na companhia de excelentes autores, apresentados de uma forma simples mas muito completa, como foram os casos de Florbela Espanca, José Régio, António Gedeão ou Brito Camacho).

Apesar de se deslocar da Verdizela para Almada, Pardal raramente falhava uma tertúlia, sempre com a companhia da sua simpática esposa, a Antónia. Foram dois dos grandes resistentes desta meritória iniciativa da SCALA, que durou mais de doze anos...

Fez também várias vezes parte dos Corpos Gerentes, em cargos não executivos.  E graças à sua verve poética, passou a fazer parte do grupo de "Poetas da SCALA", que espalharam a poesia por vários lugares do Concelho. Foi também júri (em várias edições) do Concurso de Quadras Populares dedicadas a S. João, organizado em parceria com a SCALA e o Município de Almada.

Ou seja, tudo motivos para fazer parte da história da SCALA.

(Gente da História da SCALA - XVI)

(Fotografia de Luís Eme) 


quarta-feira, março 27, 2024

O Poeta Luís Alves deixou-nos no Dia Mundial da Poesia


O poeta Scalano, Luís Alves, deixou-nos no dia 21 de Março.

O Luís amava a poesia como poucos. Poesia que foi um dos seus grandes apoios nos últimos anos (a par da família, claro), ajudando-o a "minimizar" os problemas de saúde que o afectavam, pois se havia coisa que lhe dava prazer, era escrever e declamar Poesia.

É por essa razão, que acaba por ser significativo, o facto do Poeta nos ter deixado no Dia Mundial da Poesia... 

Luís Alves deixa uma enorme saudade entre todos aqueles que tiveram o prazer de o conhecer e sabem o quanto ele gostava das palavras bonitas. da "Magia do Sentir"...


quinta-feira, março 21, 2024

"A Fome" (para festejar a Poesia)


A Fome
  
Quem disse
E diz
Que não há fome
No meu País
Não mente
Nem mentiu
Porque não a sente
Nem sentiu
 
Mas quem a sente
Sabe que ele mente
 
Quem hoje a denúncia
Quando ontem se calava,
Por conveniência
Ou conivência
E cobardia
Não pode ser ousadia
Porque não a sente
Nem sentia
 
Neste juízo se compreende
Quem é mais réu
Se quem acusa
Ou quem se defende
 
Quem está inocente
Certamente
É aquele que é gente
E a fome sente
 
Abrantes Raposo

(Fotografia de Fernando Barão)

segunda-feira, março 18, 2024

Idalina Alves Rebelo: a sensibilidade feminina e o toque artístico e poético


Idalina Alves Rebelo foi a primeira Mulher a fazer-se notar no seio da "família scalana", graças à sua sensibilidade feminina, tão útil e importante, num mundo que fingia ser masculino.

Mas além da marca que ficou, desde orgulho e gosto, em ser Mulher, Idalina gostava de desenhar, pintar e de escrever e declamar poemas, assinando como AnyAna.

Foi também das pessoas que mais "viveu" as "Tertúlias do Dragão", como participante fiel e como activista cultural, ora com convites (foi graças a ela e à sua filha, que Raul Solnado nos visitou) ora com os seus poemas ou testemunhos da sua vivência em Cacilhas e Almada. Idalina amava tudo o que estivesse ligado ao mundo das Artes e Letras e sentia um grande orgulho pela história do Concelho de Almada.

Além destes aspectos, era um ser humano de grande bondade, ternura e tolerância (não nos lembramos de a ver a elevar o tom de voz ou de criar qualquer tipo de problema a quem quer que fosse).

Fez também várias vezes parte dos órgãos sociais da SCALA, que também sentia como "sua".

Conversei muitas vezes com ela, porque além de  ser uma pessoa agradável, era extremamente culta. Aprendi bastante sobre as gentes e os lugares de Almada. Ou seja, além de poetisa e pintora, também foi uma boa "professora" da história local.

Embora tivesse um grande orgulho em ser Mulher, o facto de viver numa sociedade marcadamente, masculina (para não lhe chamar outra coisa...), fez com que nunca lhe fosse reconhecido o seu valor, como poetisa e artista plástica.

(Gente da História da SCALA - V)

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, maio 20, 2023

Grande Luís Alves!


Foi uma bela surpresa revermos durante a tarde de hoje um dos bons poetas da SCALA, Luís Alves, na sessão de "Poesia Vadia" organizada pela Incrível Almadense, na rua Capitão Leitão.

Apesar de se ter deparado nos últimos tempos com problemas de saúde (a sua perda de peso é bastante significativa...), foi muito bom vermos o poeta a declamar vários poemas da sua lavra, assim como o inconfundível "Canto Negro" de José Régio.

Felizmente o seu amor à poesia permanece bem vivo (ele confessou-nos que foi uma ajuda importante no combate a este percalço...)  assim como a sua qualidade enquanto declamador.  

Grande Luís Alves!

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


segunda-feira, julho 05, 2021

Manuel dos Anjos Delgado (1933-2021)


O nosso associado, Manuel dos Anjos Delgado deixou-nos ontem, vítima de um acidente vascular cerebral.

A forma artística  da qual ele mais gostava de expressar, era a poesia. Foi graças a esta paixão que se aproximou da SCALA e se tornou seu associado. 

A sua participação na nossa Sociedade fez-se sentir em várias actividades, ligadas a este género literário. Além da participação nas sessões de "Poesia Vadia" e de "Poesia à Solta", onde declamava com gosto alguns dos seus poemas, também fez parte activa nas exposições de "Poesia Ilustrada", que tiveram lugar na Galeria de Arte da nossa Sede Social.

O Manuel era uma pessoa sensível, alegre e bastante comunicativa, que deixa saudades em todos aqueles que tiveram o prazer de conviver com ele, como foi o nosso caso.

É autor de três obras poéticas ("Sentimentos Vividos em Silêncio", 2010; "Sonhos Inacabados"; 2013; e "Do Alto da Memória ", 2017). Deixa também para a posteridade um quarto livro, praticamente pronto, que estava à espera de apoios para a sua publicação.

(Fotografia de Luís Eme)


domingo, abril 25, 2021

"Abril sem Idade"

 



Abril sem Idade
 
 
Abril é um poema sem idade
Que invade o sonho dos poetas
E lhes lembra a Praça da Liberdade
Que encontraram de portas abertas
 
Fizeram da praça uma canção
Que percorreram de mãos dadas
Com o povo e as forças armadas
Dando vivas à Revolução
 
Saudaram os capitães-coragem
Erguendo um cravo encarnado
E gritaram de punho fechado
Já chega de malandragem!
 
Apesar dos anos passados
Continuam na Praça da Liberdade
E exclamam encantados,
Abril é um poema sem idade!

[Luís Alves Milheiro]


(Desenho de Mártio)


sábado, março 21, 2020

Este Estranho Dia da Poesia...


Se há coisa que o "Covid 19" consegue, é quase ignorar a comemoração de datas (inclusive a de aniversários...). 

Claro que todos aqueles que gostam de poesia, de uma forma ou de outra, vão festejar este dia, a ler, a escrever, a declamar, a ouvir... 

Nós vamos festejar este dia por aqui, com um pouco de história, recordando a "1.ª Festa da Poesia de Almada", que se realizou na noite de 21 de Março de 2011, no Salão de Festas da Incrível.

Procurámos que esta festa fosse o mais abrangente possível, foi por isso que além da SCALA e da Incrível Almadense, chamámos ao nosso momento festivo O Farol, o Debaixo do Bulcão e os Poetas Almadenses. Como costuma acontecer nestas coisas, o apoio dado à iniciativa foi desigual, mas mesmo assim, o Salão de Festas (que é realmente grande para um evento desta natureza...) foi transformado em "café-concerto", com um pequeno palco, aberto a todos aqueles que quisessem dizer poesia- Houve também um momento teatral, evocativo dos nossos maiores poetas, interpretado pelo Cénico Incrível.

E felizmente, correu muito bem. Poesia e alegria não faltaram. Até vieram Poetas da Capital para festejar este dia connosco, em Almada.

O cartaz contou com o "empréstimo" de uma bela imagem do grande pintor almadense, Albino Moura, que já não está entre nós, também ele poeta das palavras (além das imagens, claro).

quarta-feira, novembro 06, 2019

A Sophia e as (Boas) Poetisas da SCALA


A Sophia fez hoje cem anos. Como todos sabemos, é uma extraordinária poetisa e contista infantil.

Esta comemoração fez com que pensasse nos poetas "umbiguistas", que só dizem os seus poemas (tirando uma ou outra excepção, normalmente poemas grandes e bons, para o espectáculo) e também nos amantes da boa poesia, neste caso particular, duas amantes.

De entre os imensos poetas e poetisas que passaram (e passam...) pela SCALA e com quem eu convivi, há duas mulheres que merecem um realce especial, pela sua generosidade e companheirismo (que também se reflectia nas sessões de poesia...). Embora escrevessem poemas, adoravam também os bons poetas e escolhiam sempre um ou outro poema, que lhes dizia muito, para o divulgarem junto dos outros, assim como o autor ou autora.

Por isso hoje é o dia da Sophia, mas também da Idalina e da Clara (que bom ela ainda estar connosco e nos deliciar com a sua poesia...).

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, setembro 10, 2018

A Inauguração da "3ª Exposição de Poesia Ilustrada da SCALA"...


No passado sábado foi inaugurada a "3ª Exposição de Poesia Ilustrada da SCALA", na nossa sede social e galeria de arte.

Foi o começo das actividades da SCALA após o período de férias.


Como já vem sendo hábito, não apareceu muita gente, apesar da qualidade desta mostra artística, que consegue abraçar a poesia com artes como a pintura e a fotografia.

Sabemos que não basta dizer "melhores dias virão", nem ficar sentado à espera que o tempo passe.


Mesmo que possa parecer um slogan político, sabemos que estes não são tempos de ficarmos parados, nos meios culturais. É preciso agir. É preciso mobilizar. É preciso participar!

(Fotografias de Luís Eme e Alzira Lopes)


sexta-feira, setembro 07, 2018

A Poesia Ilustrada e as Nossas Gentes...


São estes os Scalanos que participam na "3ª Exposição de Poesia Ilustrada da SCALA", que será inaugurada amanhã, às 16 horas, na Sede da SCALA (rua Conde Ferreira - Almada).

Mais uma vez a criatividade não teve limites.

quarta-feira, setembro 05, 2018

É Já no Sábado!


A "3ª Exposição de Poesia Ilustrada da SCALA" é inaugurada no próximo sábado, às 16 horas, na nossa sede /galeria (rua Conde Ferreira - Almada).

Apareçam! Há belas surpresas!

sexta-feira, junho 29, 2018

Amanhã há Poesia à Solta na SCALA


Como de costume, no último sábado de cada mês a Poesia anda à Solta, na sede da SCALA (rua Conde Ferreira, Almada)

Se gosta de declamar ou de ouvir poesia, apareça, a partir das 16 horas. Vai gostar.

(Óleo de David Burliuk)

domingo, junho 03, 2018

A Apresentação de "Entre o Céu e a Natureza"


Na tarde de ontem a Sala Pablo Neruda foi palco do lançamento do livro de poesia, "Entre o Céu e a Natureza", da autoria da nossa associada e dirigente, Maria Gertrudes Novais.

A mesa de honra foi composta pela autora que esteve ladeada de António Matos, autor do prefácio, Adelaide Silva, apresentadora da obra, e também por Luís Alves e Clara Mestre, poetas da SCALA , que leram alguns poemas da obra, assim como a autora.

A apresentação foi animada com Francisco Naia, que musicou alguns poemas de Maria Gertrudes Novais.

Em suma, uma bela tarde de poesia, em Almada.

(Fotografia de Luís Eme)