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quarta-feira, abril 03, 2024

Victor Aparício: a paixão pelo jornalismo e pelos livros


Natural de Lisboa,  Victor Aparício veio viver para Almada, no começo da adolescência. Uma das suas descobertas mais estimulantes, foram as bibliotecas do movimento associativo almadense, que o iriam ajudar bastante a alimentar a paixão pelo mundo dos livros e dos jornais. 

Se a literatura ainda estava longe, o jornalismo nem por isso, começando a escrever logo que lhe foi possível na imprensa local (com relevo para o "Jornal de Almada" e "O Setubalense", assim como outras publicações locais, como o boletim "O Scala", que chegou a dirigir).

E depois vieram os livros, ainda que de forma tímida. Embora os apoios tenham sido sempre escassos, o Victor conseguiu deixar-nos mais de uma dúzia de obras, entre a poesia, a ficção e a biografia e o ensaio sobre história local. Algumas destas obras continuam a despertar interesse local, como é o caso de "Tonecas, a Tragédia que Enlutou Almada" e de "Os Palmeiros e os Gafos de Cacilhas".

A ligação ao jornalismo, aos livros e ao associativismo, transportaram-no para a "Tertúlia do Repuxo", que acabou por ser o "berço" da SCALA, da qual foi um dos fundadores. Apesar de ser demasiado meticuloso, com as palavras e com os procedimentos de secretaria (era conhecido como o "picuinhas"...), foi decisivo na organização e no arquivo da nossa Associação, nos primeiros anos, quando exerceu a função de Secretário da Direcção.

A vida de  Victor Aparício esteve longe de ser fácil, principalmente na infância e adolescência. Isso fazia com que fosse demasiado reservado, ao ponto de nem sempre ter sido bem compreendido pelos amigos. O mesmo se passou no seio da SCALA.

(Gente da História da SCALA - IX)

(Fotografia de Gena Souza - Almada)


segunda-feira, janeiro 21, 2019

A SCALA e "O Almadense"...


O fundação da SCALA não se pode dissociar - nem deve - do aparecimento da nona série de "O Almadense", um semanário histórico, quase sempre republicano, que foi proibido após o Movimento Grevista de 18 de Janeiro de 1934, quando tinha como director Felizardo Artur.

Dizemos isto, por que acabaram por ser dois processos quase paralelos. Aliás, o primeiro contacto que tivemos com alguns dos fundadores da SCALA foi numa reunião que se realizou num café do Centro Comercial M Bica, no final de 1993, graças ao "O Almadense". Fomos convidados por Henrique Mota (pai), para esse encontro, na nossa qualidade de jornalista (sem pensarmos na época que acabaríamos por ser também associativistas...), para uma possível colaboração com o jornal, cujo número zero sairia em Junho de 1994, durante o Campeonato da Europa de Andebol, que se realizou em Almada, tendo como director, Fernando Barão.

O mais curioso, é que esta vontade de dar vida a mais um jornal em Almada, acabaria por ditar a primeira cisão no seio da SCALA, com dois fundadores, que apenas o são de nome, pois nunca participaram em qualquer actividade como sócios da nossa Sociedade (Gil Antunes e Manuel Lourenço Soares, o primeiro director do "Jornal de Almada" e o segundo seu redactor), após a sua fundação, porque não aceitaram de bom grado a possível "concorrência" jornalística...

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

A SCALA em Festa no Nosso Boletim


Já saiu "O Scala", nº 43, cheio de motivos de interesse da nossa vida cultural e da nossa história, desta vez com mais páginas, por estarmos a comemorar o 15º aniversério...

quarta-feira, janeiro 31, 2007



O nosso boletim "O Scala" já tem dez anos e tem sido publicado de forma interrupta, desde o Outono de 1996.

O número zero foi apresentado em Março do mesmo ano, durante a comemoração do segundo aniversário, mas só alguns meses depois é que começou a sair com a sua periodicidade de sempre, trimestral, coincidindo a sua saída com as quatro estações do ano.

Ao longo destes anos teve três directores: Fernando Barão (nº 0); Luís Milheiro (nºs 1, 2, 3 , 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37); Victor Aparício (nºs 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25).

"O Scala" tem algumas particularidades, que achamos importante referir. É feito exclusivamente pelos associados; além do seu carácter informativo (de todas as iniciativas da SCALA), tem procurado ser uma referência cultural do concelho, através da publicação de artigos com interesse local.

Posteriormente iremos colocar a generalidade dos números publicados à disposição dos nossos visitantes, neste nosso espaço.