Este blogue foi criado como mais um elemento informativo da SCALA, uma Sociedade Cultural de Almada, que dá uma atenção especial às Artes e Letras, deste Concelho à Beira Tejo plantado. Como as duas pessoas que o criaram e "alimentaram" já não fazem parte dos Corpos Gerentes da SCALA, a partir de 2019 ele promete continuar a ser Scalano, mas deixa de ser um "blogue oficial", apostando mais na vertente histórica, e navegando com total liberdade pelas "águas" da Cultura e História de Almada...
quarta-feira, julho 02, 2008
terça-feira, julho 01, 2008
Novos Corpos Gerentes da SCALA
Presidente: Ermelinda Toscano
1º Secretário: Luís Bayó Veiga
2º Secretário: João Cunha Dias
DIRECÇÃO
Presidente: Luís Milheiro
Vice-presidente Administrativo: Carlos Garrido
Vice-presidente Cultural: Diamantino Lourenço
Secretária: Idalina Alves Rebelo
Tesoureiro: Carlos Durão
CONSELHO FISCAL
Presidente: Nogueira Pardal
Secretário: Mário Nery
Relatora: Rossette Coelho
sexta-feira, junho 27, 2008
quarta-feira, junho 18, 2008
Ainda Humberto Delgado
AS VITÓRIAS NA COVA DA PIEDADE
«As eleições durante os 48 anos de ditadura ficaram marcadas no concelho de Almada por duas vitórias importantes da oposição sobre os candidatos da «nação». Ocorreram ambas na Cova da Piedade, terra de grandes tradições antifascistas devido ao elevado fluxo de operários a residir na freguesia.
Estamos a reportar-nos às eleições presidenciais de 1958, com a vitória do general Humberto Delgado, e às eleições de deputados para a Assembleia Nacional em 1969, com a vitória da Comissão Democrática Eleitoral.
Essas vitórias só foram possíveis porque a Cova da Piedade sempre foi o principal bastião da luta antifascista no concelho, devido à implantação da indústria corticeira na freguesia, junto às margens do Tejo.
A acção política dos corticeiros iniciou-se no final dos anos vinte, com várias manifestações de protesto contra o agravamento da sua situação profissional, cada vez mais difícil. Nessa época a corrente ideológica mais forte junto dos operários era o Anarco-Sindicalismo, o grande percursor dos movimentos de oposição em Almada.
Essas manifestações culminaram com o movimento de 18 de Janeiro de 1934, que tornou a vida dos trabalhadores ainda mais dura e difícil, com o aumento da repressão e da exploração no seio das fábricas mais activas na defesa dos interesses laborais.
A partir dessa época o Anarco-Sindicalismo começou a perder a força e influência junto da classe operária devido à prisão dos seus principais elementos. O Partido Comunista Português aproveitou esse vazio que se estava a espalhar junto dos trabalhadores para conquistar apoios na Margem Sul. Foi de tal forma bem sucedido que no início dos anos quarenta era praticamente a única estrutura política antifascista, devidamente organizada no país.
A Cova da Piedade acabou por se tornar um centro privilegiado na luta antifascista, devido ao forte enraizamento político dos seus habitantes, preparados para o que fosse necessário em prole da democracia.
Só com esse espírito é que foi possível garantir a vitória de Humberto Delgado, nas Eleições Presidenciais de 8 de Junho de 1958, nas mesas de voto da Freguesia.
Apesar das fraudes[1] que assolaram quase todas as mesas de voto do país, Humberto Delgado ainda venceu em cinquenta freguesias, uma das quais, a Cova da Piedade. Os elementos da oposição que fiscalizavam o acto eleitoral resistiram estoicamente às muitas manobras realizadas para os colocarem fora da sala onde se encontravam as urnas. Não seriam bem sucedidos e tiveram de ficar com os maços de votos de Américo Tomás guardados nos bolsos.
Quando foi anunciado o resultado a multidão que circundava o parque da Cova da Piedade rejubilou de alegria, ovacionando João Raimundo e outros camaradas, que nunca perderam de vista os «farsantes» do regime.
Algumas pessoas que assistiram a tudo o que se passou, ainda hoje se sentem indignadas pelo decoro e falta de vergonha de meia-dúzia de indivíduos que se tinham vendido ao salazarismo.
Houve vários tipos de fraudes, desde pessoas inscritas em várias freguesias que votaram duas e três vezes, até gente que teve o desaforo de votar por cidadãos já falecidos. Além disso, os elementos das mesas estavam quase todos precavidos com maços de votos, saídos das tipografias, que foram enfiados nas urnas quando não se encontrava ninguém da oposição por perto.
Almada ficou em polvorosa com os resultados eleitorais e o povo saiu para a rua, manifestando-se durante vários dias contra o fascismo e a mentira salazarista.
Em 26 de Outubro de 1969, Cova da Piedade voltou a constar nos ficheiros da democracia, com a vitória da Comissão Democrática Eleitoral (CDE) na Freguesia.
As eleições para a Assembleia Nacional, as primeiras da era marcelista, decorreram em condições de razoável autenticidade, embora o recenseamento continuasse a ser vedado a uma grande parte da população portuguesa.
Após os resultados eleitorais, Cova da Piedade voltou a sair para a rua, festejando com a alegria possível a vitória da lista da CDE, composta por elementos da esquerda democrática do distrito, perante o olhar atento das forças da ordem.
(Texto extraído de um dos capítulos do livro: Almada e a Resistência Antifacista, de Luís Alves Milheiro)
[1] Pessoas afectas ao regime que votaram em mais que uma freguesia; boletins de voto a favor de Américo Tomás colocados aos maços nas urnas; mortos que «ressuscitaram» para puder votar, etc.
quinta-feira, junho 12, 2008
Humberto Delgado Recordado no Dragão
A tertúlia sobre "A Vitória de Humberto Delgado na Cova da Piedade nas Eleições Presidenciais de 1958", foi um grande momento sobre a nossa história recente, graças a Mário Araújo, que foi de uma grande eloquência, e foi mais longe que o tema, abordando todo o percurso político do "General Sem Medo", até ao seu assassínio cobarde, perpetuado pela PIDE, assim como a luta antifascista que se fazia na Cova da Piedade.
quarta-feira, junho 04, 2008
Tertúlia Sobre Humberto Delgado

quarta-feira, maio 28, 2008
Convite

terça-feira, maio 27, 2008
quarta-feira, maio 14, 2008
domingo, maio 11, 2008
Uma Bela Surpresa
terça-feira, maio 06, 2008
Tertúlia Sobre a Importância da Ergonomia

quarta-feira, abril 30, 2008
O Lançamento dos " 25 Olhares de Abril"
domingo, abril 27, 2008
quinta-feira, abril 24, 2008
25 Olhares de Abril

O livro será lançado já no próximo dia 29 de Abril (terça-feira), às 18.30 horas, na Livraria Círculo das Letras (rua Augusto Gil, 15-B), em Lisboa.
quarta-feira, abril 23, 2008
Vivam os Livros!
segunda-feira, abril 21, 2008
Foto-reportagem da tertúlia sobre Cristóvão Colombo
Demorou mas aqui estão, finalmente, as fotografias da tertúlia sobre o Cristóvão Colombo. A comprovar o que se disse no artigo anterior. Ou seja, que tivemos casa cheia para ouvir Jorge Fernandes.
Fotografias de Ermelinda Toscano e Luís Veiga.
domingo, abril 06, 2008
O Cristovão Colombo de Jorge Gomes Fernandes

sábado, março 29, 2008
Visite a Festa das Artes da SCALA
terça-feira, março 25, 2008
XIV Festa das Artes da SCALA
sexta-feira, março 21, 2008
Colombo: o enigma.
quarta-feira, março 19, 2008
terça-feira, março 18, 2008
quinta-feira, março 13, 2008
Francisco Naia ao vivo
Tertúlia realizada no dia 6 de Março de 2008, no café Dragão Vermelho, em Almada, sobre "A canção de intervenção nas décadas de 60 e 70 do século XX".
A música de intervenção nos anos 60-70 (séc. XX)
Tertúlia realizada no passado dia 6 de Março, no Café Dragão Vermelho (em Almada), com Francisco Naia.
Fotografias de: Ermelinda Toscano e Luís Milheiro.
quarta-feira, março 05, 2008
segunda-feira, março 03, 2008
A canção de intervenção nos anos 60-70 do séc. XX
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Estão todos convidados

sábado, fevereiro 16, 2008
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Foi assim...
(imagens de Ermelinda Toscano e Elsa Carvalho)
No passado dia 7 do corrente mês aconteceu mais uma das nossas tertúlias.
Falou-se, sobretudo, do futuro destes encontros e alinhavou-se a programação para o primeiro semestre de 2008.
Cerca de duas dezenas de amigos e conhecidos conversaram, abertamente, sobre alguns problemas que temos de ultrapassar para que estas sessões (que acontecem na 1.ª quinta-feira de cada mês no café Dragão Vermelho, em Almada) retomem o dinamismo de outrora.
E conviveu-se, sobretudo.
Pelo meio, contaram-se uma anedotas, deram-se umas boas gargalhadas e, no final, saímos de lá com ânimo renovado e novos projectos na manga, dos quais aqui vos daremos conta brevemente.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
António Gageiro Deixou-nos...

quarta-feira, janeiro 23, 2008
sábado, janeiro 19, 2008
Destaques do Primeiro Boletim de 2008

sábado, dezembro 22, 2007
sábado, dezembro 15, 2007
Luís Barros, Um Almadense Especial
quinta-feira, dezembro 13, 2007
Troféu Scalano 2007















