Este blogue foi criado como mais um elemento informativo da SCALA, uma Sociedade Cultural de Almada, que dá uma atenção especial às Artes e Letras, deste Concelho à Beira Tejo plantado. Como as duas pessoas que o criaram e "alimentaram" já não fazem parte dos Corpos Gerentes da SCALA, a partir de 2019 ele promete continuar a ser Scalano, mas deixa de ser um "blogue oficial", apostando mais na vertente histórica, e navegando com total liberdade pelas "águas" da Cultura e História de Almada...
sábado, março 07, 2009
Um Excelente Passeio!
quarta-feira, março 04, 2009
terça-feira, março 03, 2009
A Apresentação da "Expressão Viva" de Mitudes
Foi um belo momento de poesia, graças a Luís Milheiro, que apresentou a obra, a Carlos Cardoso, autor do prefácio, a Ada Tavares, poetisa e amiga da autora, a António Matos, vereador da Cultura, que não quis faltar ao lançamento do livro de uma grande senhora da poesia almadense, que constituiram a mesa de honra, juntamente com a Mitudes, que encheu a sala de magia, com o seu jeito único de declamar.
E claro, aos muitos amigos que depois da apresentação leram poemas do livro, animando ainda mais a apresentação da obra.
Até António Matos leu um poema, escrito de homenagem a um autarca local (António Belo), com emoção e brilho.
Depois da apresentação houve lugar a mais uma sessão de "Poesia Vadia".
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
A "Expressão Viva"de Mitudes

É a quarta obra de maior fôlego da poetisa algarvia, que reside em Almada há quase quatro décadas, depois de "Poemas do Meu Sentir", "Jeito de Ser" e "Magia do Sonho".
sábado, fevereiro 21, 2009
Festa das Artes da SCALA

sexta-feira, fevereiro 20, 2009
A SCALA em Festa no Nosso Boletim
domingo, fevereiro 15, 2009
Apresentadas as Memórias da Arealva
Após a inauguração, foi apresentado o álbum alusivo à exposição, editado pela Junta de Freguesia de Almada, com a presença de dezenas de convidados. Fizeram parte da na mesa de honra do evento: Augusto Calado, técnico superior da Biblioteca Municipal, em representação do Município, Fernando Mendes, presidente da Junta de Freguesia de Almada, João Soeiro, fotógrafo e autor da obra, Luís Milheiro, presidente da SCALA e autor do texto que acompanha as fotografias do álbum, Fernando Barão, o escritor almadense que fez a apresentação da obra, e também Leonel Guerreiro, encarregado geral da Sociedade Vinícola do Sul.
A sessão foi aberta por Augusto Calado, que fez as honras da casa, agradecendo a presença de todos, focando o orgulho que a Autarquia Local sente, em promover artistas de Almada, nos espaços culturais municipais. De seguida passou a palavra a Luís Milheiro, que fez um agradecimento especial à Junta de Freguesia de Almada, pelo apoio que dá à cultura do Concelho, agradecimento que foi extensivo a todas as outras juntas, pela política de proximidade que todas mantêm com a população local. No caso particular desta edição, Luís Milheiro referiu que a Junta de Freguesia, foi ainda mais longe do que tinha sido pedido pela SCALA, já que mostrou de imediato interesse em ser editora da obra. Disse ainda, ter sentido um grande orgulho em ter colaborado com João Soeiro, na edição do álbum, “Arealva, Memórias Dispersas no Tempo”, através das palavras, tendo feito uma pequena síntese do que escreveu, com a qual acabou a intervenção.
Fernando Barão enalteceu o valor artístico da exposição, realçando a qualidade de João Soeiro como fotógrafo, que conhece desde sempre, relatando a sua evolução durante o concurso “Almada a Terra e as Gentes”, que chegou a vencer, mais que uma vez. Fernando aproveitou a oportunidade para fazer um paralelo sobre a história da fotografia em Almada, no século vinte, focando o papel de António Paixão e de tantos outros fotógrafos almadenses, como Júlio Dinis, Aníbal Sequeira e o pai de João Soeiro, Vitor Soeiro.
Leonel Guerreiro contou alguns episódios da história da Arealva, onde trabalhou cinquenta e um anos, focando algumas personagens importantes da vida local, nomeadamente alguns associativistas. Realçou as qualidades do vinho da Sociedade, que além da marca “Serra”, também produzia o “Vinho Arealva”, embora em menos quantidade.
João Soeiro falou-nos do seu projecto de “Arqueologia Industrial”, focando a senhora que lhe telefonou, pedindo que ele tirasse algumas fotografias do local, logo após o seu fecho, Maria dos Anjos é o seu nome e estava presente na plateia. Foi este pedido que acabou por despoletar todas aquelas fotografias, que foram muito bem compiladas no álbum editado e na exposição patente na Sala Pablo Neruda.
No final falou Fernando Mendes, presidente da Junta de Freguesia de Almada, que não só aceitou o desafio lançado pela SCALA, para apoiar a edição, como se ofereceu para ser o seu editor. Realçou que o trabalho desenvolvido pela Junta é de todo o executivo e não apenas dele. Referiu o orgulho que todos os elementos da autarquia que preside sentem, em apoiar todos anos, a edição de uma obra literária de interesse local.
Recordou também a Arealva da sua meninice, lembrando aos presentes, a existência de um bairro dos trabalhadores da Sociedade Vinícola do Sul, em Almada.
Antecipou ainda o próximo projecto literário da Junta, que deverá ser apresentado em Maio, uma obra biográfica da autoria de Luís Milheiro, sobre Francisco Bastos, António Calado e todos os Campeões de Atletismo da JACA.
No fim da sessão tivemos conhecimento da presença de um dos elementos da família Serra, João Serra, que não quis deixar de estar presente na apresentação do álbum e na inauguração da exposição de João Soeiro, sobre o lugar aprazível que foi da sua família.
E se por acaso ainda não visitou a exposição, aproveite a oportunidade, pois ela só estará patente ao público até ao próximo dia 28 de Fevereiro. Vale a pena ver o excelente trabalho de João Soeiro.
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Arealva, Memórias Dispersas no Tempo

Após a inauguração será apresentado um álbum alusivo à exposição, editado pela Junta de Freguesia de Almada com o apoio da SCALA. As excelentes fotografias de João Soeiro são acompanhadas de um pequeno texto que procura situar a Quinta da Arealva na história local, da autoria de Luís Milheiro. A apresentação da obra será feita pelo escritor almadense, Fernando Barão.
Este projecto está inserido no trabalho “Arqueologia Industrial”, iniciado em 2000, por João Soeiro, no qual o autor tem efectuado uma recolha fotográfica de toda a cintura industrial almadense. O objectivo principal deste trabalho artístico é guardar em imagens, o património industrial do concelho, para que as gerações futuras possam ter contacto visual com todo este passado colectivo extremamente rico.
A Exposição estará patente ao público almadense, até ao dia 28 de Fevereiro, de terça a sábado, das 10 às 18 horas.
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Hoje Há Tertúlia...
domingo, fevereiro 01, 2009
António Gageiro e a Sua Arte

As fotos são da autoria de Eugénia Sousa e Luís Milheiro.
quarta-feira, janeiro 28, 2009
Composição Para Um Amigo

Teclo no computador o poema que não encontro,
Risco na lauda o verso que não tenho,
Por falta de arte e de jeito;
Não encontro as palavras que sinto,
Para recordar os momentos passados,
Na camaradagem dos sonhos e anseios
Que em memória para trás ficaram.
Ferve-me na caneta a saudade da parceria,
Sinto no acaso as palavras que juntámos,
Os sonhos que construímos,
E a raiva do que ficou por dizer.
Na queda amena da vida que resta,
Apenas o elo cristalino da amizade fica,
Até que uma das luzes se extinga docemente.
Depois, pode ser que um de nós
Pegue na chama viçosa de amigo,
E a guarde numa ponta do Universo,
Até que o porvir a esmague secretamente,
E ao pó boreal tudo regresse;
Não foi vã a passagem despercebida:
O triunfo da amizade ficará para além do infinito.
Victor Aparício
terça-feira, janeiro 27, 2009
Abrantes Raposo Homenageado
quarta-feira, janeiro 21, 2009
quarta-feira, janeiro 14, 2009
A Homenagem a Fernando Barão
O principal motivo desta homenagem, que está inserida nas comemorações do 15º aniversário da SCALA, foi dizermos obrigado a Fernando Barão, um nome grande da cultura almadense, pelo muito que ele tem feito por todos nós, quer como poeta, escritor, fotógrafo, associativista e amigo. Durante a tertúlia foram lidos poemas, contaram-se histórias e testemunhos sobre as vivências pessoais com o homenageado.
Foram distribuídos por todos os presentes, dois caderninhos de poemas, um escrito por amigos, que lhe quiseram dedicar algumas palavras, “Poemas Para um Amigo” (nº 73 da Colecção INDEX POESIS) e uma selecção de poemas da sua autoria, intitulada, “Olhares da Outra Banda”.
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Hoje há Tertúlia...
domingo, dezembro 21, 2008
Serão de Natal
Natal é tudo isto
A poesia do Pardal
O Manuel e o improviso
O Raposo sem Natal
A Laura com a melancolia
A Mitudes com o coração
O Miguel e a Sofia com a alegria
E as dúvidas do Barão
A Rosette com o Gedeão
Sem poesia de Natal
O Jorge com a sua razão
E o Nery com o traço genial
Sobram os reis e rainhas do silêncio
Que escutam com atenção
As palavras que lhe abrem o sorriso
Com e sem poesia, com e sem razão...
Estas palavras foram escritas e ditas por Luís Milheiro, no final da Tertúlia natalícia, e sintetizam muito do que se passou no serão, ao qual não faltaram presentes e bolo rei para todos, oferta da SCALA...
quinta-feira, dezembro 18, 2008
Hoje há Tertúlia com Natal...
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Mais um livro sobre Cacilhas
Foto reportagem do lançamento do livro de Diamantino Lourenço.
Imagens: Luís Bayó Veiga e Ermelinda Toscano.
domingo, dezembro 07, 2008
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Novo Livro Sobre Cacilhas

domingo, novembro 30, 2008
Poesia de e para Anyana
Foto reportagem da última tertúlia: homenagem a Idalina Rebelo (Anyana). Imagens de Ermelinda Toscano, Luís Milheiro e Luís Veiga.
domingo, novembro 09, 2008
Anyana Recordada com Amor e Poesia

A Tertúlia de homenagem a Anyana (Idalina Alves Rebelo) foi um momento inesquecível, para todos aqueles que encheram o "Dragão Vermelho" e quiseram partilhar os seus poemas e as suas palavras, num autêntico hino à amizade e ao companheirismo, de uma grande amiga, que todos recordamos com ternura e saudade.
quarta-feira, novembro 05, 2008
Recordar Anyana
quinta-feira, outubro 02, 2008
Hoje Há Tertúlia...
terça-feira, setembro 23, 2008
O Adeus de Anyana

sábado, agosto 02, 2008
Já Saiu Mais um Boletim...

sábado, julho 12, 2008
As Quadras Populares a S. João

A SCALA orgulha-se de ter estado na génese da criação do concurso de Quadras Populares de Almada, alusivas a S. João Baptista, juntamente com o Município de Almada.
O concurso felizmente já vai na décima quarta edição e tem sido um êxito popular, como se pode comprovar, pelo elevado número de concorrentes que participam nesta iniciativa.
A cerimónia de entrega de prémios decorreu durante a tarde de hoje, no Solar dos Zagalos, com a presença na mesa de honra de Maria Emília de Sousa, presidente da Câmara de Almada, António Matos, vereador da Cultura do Município, Luís Milheiro, presidente de Direcção da SCALA e Teresa Pereira, principal responsável pelo evento.
domingo, julho 06, 2008
Eleições presidenciais de 1958
Videos da tertúlia realizada de Junho. Mário de Araújo, orador convidado, fala sobre a vitória do General Humberto Delgado em Almada.
sábado, julho 05, 2008
Almada a Terra e as Gentes

Foi assim...
A tertúlia da passada 5.ª feira... depois do habitual jantar convívio, apresentou-se o caderno Uma Dúzia de Páginas de Poesia n.º 70, Almada, a terra e as gentes. E, claro, seguiu-se uma sessão de "poesia vadia"...
Brevemente disponibilizaremos alguns videos da sessão.
Fotografias: Ermelinda Toscano e Luís Milheiro.
quarta-feira, julho 02, 2008
terça-feira, julho 01, 2008
Novos Corpos Gerentes da SCALA
Presidente: Ermelinda Toscano
1º Secretário: Luís Bayó Veiga
2º Secretário: João Cunha Dias
DIRECÇÃO
Presidente: Luís Milheiro
Vice-presidente Administrativo: Carlos Garrido
Vice-presidente Cultural: Diamantino Lourenço
Secretária: Idalina Alves Rebelo
Tesoureiro: Carlos Durão
CONSELHO FISCAL
Presidente: Nogueira Pardal
Secretário: Mário Nery
Relatora: Rossette Coelho
sexta-feira, junho 27, 2008
quarta-feira, junho 18, 2008
Ainda Humberto Delgado
AS VITÓRIAS NA COVA DA PIEDADE
«As eleições durante os 48 anos de ditadura ficaram marcadas no concelho de Almada por duas vitórias importantes da oposição sobre os candidatos da «nação». Ocorreram ambas na Cova da Piedade, terra de grandes tradições antifascistas devido ao elevado fluxo de operários a residir na freguesia.
Estamos a reportar-nos às eleições presidenciais de 1958, com a vitória do general Humberto Delgado, e às eleições de deputados para a Assembleia Nacional em 1969, com a vitória da Comissão Democrática Eleitoral.
Essas vitórias só foram possíveis porque a Cova da Piedade sempre foi o principal bastião da luta antifascista no concelho, devido à implantação da indústria corticeira na freguesia, junto às margens do Tejo.
A acção política dos corticeiros iniciou-se no final dos anos vinte, com várias manifestações de protesto contra o agravamento da sua situação profissional, cada vez mais difícil. Nessa época a corrente ideológica mais forte junto dos operários era o Anarco-Sindicalismo, o grande percursor dos movimentos de oposição em Almada.
Essas manifestações culminaram com o movimento de 18 de Janeiro de 1934, que tornou a vida dos trabalhadores ainda mais dura e difícil, com o aumento da repressão e da exploração no seio das fábricas mais activas na defesa dos interesses laborais.
A partir dessa época o Anarco-Sindicalismo começou a perder a força e influência junto da classe operária devido à prisão dos seus principais elementos. O Partido Comunista Português aproveitou esse vazio que se estava a espalhar junto dos trabalhadores para conquistar apoios na Margem Sul. Foi de tal forma bem sucedido que no início dos anos quarenta era praticamente a única estrutura política antifascista, devidamente organizada no país.
A Cova da Piedade acabou por se tornar um centro privilegiado na luta antifascista, devido ao forte enraizamento político dos seus habitantes, preparados para o que fosse necessário em prole da democracia.
Só com esse espírito é que foi possível garantir a vitória de Humberto Delgado, nas Eleições Presidenciais de 8 de Junho de 1958, nas mesas de voto da Freguesia.
Apesar das fraudes[1] que assolaram quase todas as mesas de voto do país, Humberto Delgado ainda venceu em cinquenta freguesias, uma das quais, a Cova da Piedade. Os elementos da oposição que fiscalizavam o acto eleitoral resistiram estoicamente às muitas manobras realizadas para os colocarem fora da sala onde se encontravam as urnas. Não seriam bem sucedidos e tiveram de ficar com os maços de votos de Américo Tomás guardados nos bolsos.
Quando foi anunciado o resultado a multidão que circundava o parque da Cova da Piedade rejubilou de alegria, ovacionando João Raimundo e outros camaradas, que nunca perderam de vista os «farsantes» do regime.
Algumas pessoas que assistiram a tudo o que se passou, ainda hoje se sentem indignadas pelo decoro e falta de vergonha de meia-dúzia de indivíduos que se tinham vendido ao salazarismo.
Houve vários tipos de fraudes, desde pessoas inscritas em várias freguesias que votaram duas e três vezes, até gente que teve o desaforo de votar por cidadãos já falecidos. Além disso, os elementos das mesas estavam quase todos precavidos com maços de votos, saídos das tipografias, que foram enfiados nas urnas quando não se encontrava ninguém da oposição por perto.
Almada ficou em polvorosa com os resultados eleitorais e o povo saiu para a rua, manifestando-se durante vários dias contra o fascismo e a mentira salazarista.
Em 26 de Outubro de 1969, Cova da Piedade voltou a constar nos ficheiros da democracia, com a vitória da Comissão Democrática Eleitoral (CDE) na Freguesia.
As eleições para a Assembleia Nacional, as primeiras da era marcelista, decorreram em condições de razoável autenticidade, embora o recenseamento continuasse a ser vedado a uma grande parte da população portuguesa.
Após os resultados eleitorais, Cova da Piedade voltou a sair para a rua, festejando com a alegria possível a vitória da lista da CDE, composta por elementos da esquerda democrática do distrito, perante o olhar atento das forças da ordem.
(Texto extraído de um dos capítulos do livro: Almada e a Resistência Antifacista, de Luís Alves Milheiro)
[1] Pessoas afectas ao regime que votaram em mais que uma freguesia; boletins de voto a favor de Américo Tomás colocados aos maços nas urnas; mortos que «ressuscitaram» para puder votar, etc.
quinta-feira, junho 12, 2008
Humberto Delgado Recordado no Dragão
A tertúlia sobre "A Vitória de Humberto Delgado na Cova da Piedade nas Eleições Presidenciais de 1958", foi um grande momento sobre a nossa história recente, graças a Mário Araújo, que foi de uma grande eloquência, e foi mais longe que o tema, abordando todo o percurso político do "General Sem Medo", até ao seu assassínio cobarde, perpetuado pela PIDE, assim como a luta antifascista que se fazia na Cova da Piedade.
quarta-feira, junho 04, 2008
Tertúlia Sobre Humberto Delgado

quarta-feira, maio 28, 2008
Convite










