sexta-feira, abril 03, 2009

Uma Verdadeira Tertúlia





















Ontem a "Tertúlia do Dragão" foi uma verdadeira tertúlia, com história, humor, troca de impressões e uns poemas declamados de memória, para fecharmos a noite da melhor maneira.

Foram também apresentados mais dois caderninhos, "Recordações da Freguesia de Cacilhas (quadras)", de Manuel Alves Pereira e "Jorge Gomes Fernandes, (des) Construção de um Esboço Biográfico", de Luís Milheiro, ainda no âmbito fo 15º aniversário da SCALA.

quinta-feira, março 26, 2009

Assembleia Geral da SCALA


No próximo sábado realiza-se a Assembleia Geral Ordinária da SCALA, no primeiro andar do "Dragão Vermelho", às 09.45 horas, para apresentação, discusão e aprovação do Plano de Actividade e Orçamento de 2009 e do Relatório de Actividades e Contas de 2008.

Apareçam!

domingo, março 15, 2009

Carlos Durão Homenageado


Durante o tradicional almoço de aniversário da SCALA, o 15º, a nossa Associação fez uma pequena homenagem a Carlos Durão, um grande senhor que é tesoureiro da SCALA há mais de dez anos e tem sido um dos garantes da continuidade na nossa colectividade, juntamente com Diamantino Lourenço e Luís Milheiro.

A homenagem constou da distribuição de uma pequena brochura sobre o Carlos, com o título: "Carlos Durão - Quando um Homem Grande Também é um Grande Homem", com textos de Fernando Barão e Luís Milheiro e ainda um poema que transcrevemos.


A Tua Cacilhas

Cacilhas é a tua terra de paixão
Ainda és do tempo das burricadas
Das ruas cheias de gente e animação
Dos restaurantes e das Caldeiradas.

Nos armazéns dos teus avós
Cresceste como homem de negócios
Entraste num mundo cheio de “nós”
Quase sem teres tempo para ócios

Mas quando podias perdias-te no Tejo,
Olhavas os golfinhos, os vapores
e as fragatas, que de velas ao vento
inspiraram fotógrafos, poetas e pintores.

Hoje o teu nome confunde-se com a história
És Carlos Alberto, e também Pinto Durão
Senhor de rica e excelsa memória
Homem grande de alma e coração.

Luís Milheiro

sábado, março 07, 2009

Um Excelente Passeio!


A projecção de postais antigos, intitulada, "De Cacilhas ao Chiado Passeando Pela Baixa", da autoria de Luís Filipe Bayó Veiga, com o apoio técnico do fotógrafo Modesto Viegas, revelou-se uma extraordinária viagem pelo passado, como todos esperavamos, na nossa "Tertúlia do Dragão".

Foi uma viagem muito bem realizada, com a mostra de mais de quinhentos postais, de Cacilhas e da Baixa Lisboeta, desde o Cais Sodré, ao Chiado, com passagens pela Praça do Comércio, Rua do Ouro, Praça da Figueira, Mouraria, Restauradores, Rossio e Rua do Carmo.

terça-feira, março 03, 2009

A Apresentação da "Expressão Viva" de Mitudes


Na tarde de sábado a Oficina de Cultura encheu-se de amantes da poesia, à procura da "Expressão Viva, de Maria Gertrudes Novais.

Foi um belo momento de poesia, graças a Luís Milheiro, que apresentou a obra, a Carlos Cardoso, autor do prefácio, a Ada Tavares, poetisa e amiga da autora, a António Matos, vereador da Cultura, que não quis faltar ao lançamento do livro de uma grande senhora da poesia almadense, que constituiram a mesa de honra, juntamente com a Mitudes, que encheu a sala de magia, com o seu jeito único de declamar.

E claro, aos muitos amigos que depois da apresentação leram poemas do livro, animando ainda mais a apresentação da obra.

Até António Matos leu um poema, escrito de homenagem a um autarca local (António Belo), com emoção e brilho.


Depois da apresentação houve lugar a mais uma sessão de "Poesia Vadia".

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

A "Expressão Viva"de Mitudes


Amanhã, 28 de Fevereiro (sábado), será lançado o livro de poesia, “Expressão Viva”, da autoria da nossa associada Maria Gertrudes Novais, poetisa almadense, às 16 horas, na Oficina de Cultura.

A obra é editada pela SCALA como o apoio do Município de Almada e das Juntas de Freguesia do Concelho.

A apresentação da obra será feita pelo escritor scalano, Luís Milheiro.
É a quarta obra de maior fôlego da poetisa algarvia, que reside em Almada há quase quatro décadas, depois de "Poemas do Meu Sentir", "Jeito de Ser" e "Magia do Sonho".

Mitudes, como é carinhosamente tratada pelos amigos, nunca deixou de escrever poesia, e além destas obras, participou em várias antologias, como: "Poesia a Cinco Vozes da Margem Sul", "Vidas na Corda Bamba", "Poetas e Vozes D'Almada" (CD de poesia), além da participação na colecção "INDEX POESIS.

Apareçam, vão gostar.

E no final do lançamento, há mais uma sessão de "Poesia Vadia"...

sábado, fevereiro 21, 2009

Festa das Artes da SCALA


É hoje inaugurada a Festa das Artes da SCALA - a 15ª exposição colectiva dos artistas Scalanos -, inserida nas comemorações do nosso 15º aniversário, na Oficina de Cultura de Almada.

Participam na Festa os seguintes autores: Ana Bela, Bárbara Guerreiro, Carlos Canhão, Conceição Silva, D’Souza, Fátima Farinha, Isaura, Lúcia Oliveira Martins, Manuela Vasconcelos, Margarida, Maria Céu Lopes, Martins Lopes, Mártio, Nandifer, Roger, Rosário Franky, Tónia (pintura); Aníbal Sequeira, Carlos Banha, Fernando Barão, João Soeiro, Luís Eme, Maria Ermelinda Toscano (fotografia); Conceição Freitas (escultura); Lurdes Andrade (artesanato).

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

A SCALA em Festa no Nosso Boletim


Já saiu "O Scala", nº 43, cheio de motivos de interesse da nossa vida cultural e da nossa história, desta vez com mais páginas, por estarmos a comemorar o 15º aniversério...

domingo, fevereiro 15, 2009

Apresentadas as Memórias da Arealva


A bonita e agradável Quinta da Arealva, foi recordada, através da exposição de fotografia, “Arealva, Memórias Dispersas no Tempo”, da autoria do fotógrafo almadense, João Soeiro, inaugurada no dia 14 de Fevereiro, às 16 horas, na Sala Pablo Neruda, do Fórum Romeu Correia.
Após a inauguração, foi apresentado o álbum alusivo à exposição, editado pela Junta de Freguesia de Almada, com a presença de dezenas de convidados. Fizeram parte da na mesa de honra do evento: Augusto Calado, técnico superior da Biblioteca Municipal, em representação do Município, Fernando Mendes, presidente da Junta de Freguesia de Almada, João Soeiro, fotógrafo e autor da obra, Luís Milheiro, presidente da SCALA e autor do texto que acompanha as fotografias do álbum, Fernando Barão, o escritor almadense que fez a apresentação da obra, e também Leonel Guerreiro, encarregado geral da Sociedade Vinícola do Sul.
A sessão foi aberta por Augusto Calado, que fez as honras da casa, agradecendo a presença de todos, focando o orgulho que a Autarquia Local sente, em promover artistas de Almada, nos espaços culturais municipais. De seguida passou a palavra a Luís Milheiro, que fez um agradecimento especial à Junta de Freguesia de Almada, pelo apoio que dá à cultura do Concelho, agradecimento que foi extensivo a todas as outras juntas, pela política de proximidade que todas mantêm com a população local. No caso particular desta edição, Luís Milheiro referiu que a Junta de Freguesia, foi ainda mais longe do que tinha sido pedido pela SCALA, já que mostrou de imediato interesse em ser editora da obra. Disse ainda, ter sentido um grande orgulho em ter colaborado com João Soeiro, na edição do álbum, “Arealva, Memórias Dispersas no Tempo”, através das palavras, tendo feito uma pequena síntese do que escreveu, com a qual acabou a intervenção.
Fernando Barão enalteceu o valor artístico da exposição, realçando a qualidade de João Soeiro como fotógrafo, que conhece desde sempre, relatando a sua evolução durante o concurso “Almada a Terra e as Gentes”, que chegou a vencer, mais que uma vez. Fernando aproveitou a oportunidade para fazer um paralelo sobre a história da fotografia em Almada, no século vinte, focando o papel de António Paixão e de tantos outros fotógrafos almadenses, como Júlio Dinis, Aníbal Sequeira e o pai de João Soeiro, Vitor Soeiro.
Leonel Guerreiro contou alguns episódios da história da Arealva, onde trabalhou cinquenta e um anos, focando algumas personagens importantes da vida local, nomeadamente alguns associativistas. Realçou as qualidades do vinho da Sociedade, que além da marca “Serra”, também produzia o “Vinho Arealva”, embora em menos quantidade.
João Soeiro falou-nos do seu projecto de “Arqueologia Industrial”, focando a senhora que lhe telefonou, pedindo que ele tirasse algumas fotografias do local, logo após o seu fecho, Maria dos Anjos é o seu nome e estava presente na plateia. Foi este pedido que acabou por despoletar todas aquelas fotografias, que foram muito bem compiladas no álbum editado e na exposição patente na Sala Pablo Neruda.
No final falou Fernando Mendes, presidente da Junta de Freguesia de Almada, que não só aceitou o desafio lançado pela SCALA, para apoiar a edição, como se ofereceu para ser o seu editor. Realçou que o trabalho desenvolvido pela Junta é de todo o executivo e não apenas dele. Referiu o orgulho que todos os elementos da autarquia que preside sentem, em apoiar todos anos, a edição de uma obra literária de interesse local.
Recordou também a Arealva da sua meninice, lembrando aos presentes, a existência de um bairro dos trabalhadores da Sociedade Vinícola do Sul, em Almada.
Antecipou ainda o próximo projecto literário da Junta, que deverá ser apresentado em Maio, uma obra biográfica da autoria de Luís Milheiro, sobre Francisco Bastos, António Calado e todos os Campeões de Atletismo da JACA.
No fim da sessão tivemos conhecimento da presença de um dos elementos da família Serra, João Serra, que não quis deixar de estar presente na apresentação do álbum e na inauguração da exposição de João Soeiro, sobre o lugar aprazível que foi da sua família.
E se por acaso ainda não visitou a exposição, aproveite a oportunidade, pois ela só estará patente ao público até ao próximo dia 28 de Fevereiro. Vale a pena ver o excelente trabalho de João Soeiro.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Arealva, Memórias Dispersas no Tempo


No próximo sábado, dia 14 de Fevereiro, pelas 16 horas será inaugurada na Sala Pablo Neruda, no Fórum Romeu Correia, a exposição de fotografia, “Arealva, Memórias Dispersas no Tempo”, da autoria do fotógrafo scalano, João Soeiro.
Após a inauguração será apresentado um álbum alusivo à exposição, editado pela Junta de Freguesia de Almada com o apoio da SCALA. As excelentes fotografias de João Soeiro são acompanhadas de um pequeno texto que procura situar a Quinta da Arealva na história local, da autoria de Luís Milheiro. A apresentação da obra será feita pelo escritor almadense, Fernando Barão.
Este projecto está inserido no trabalho “Arqueologia Industrial”, iniciado em 2000, por João Soeiro, no qual o autor tem efectuado uma recolha fotográfica de toda a cintura industrial almadense. O objectivo principal deste trabalho artístico é guardar em imagens, o património industrial do concelho, para que as gerações futuras possam ter contacto visual com todo este passado colectivo extremamente rico.
A Exposição estará patente ao público almadense, até ao dia 28 de Fevereiro, de terça a sábado, das 10 às 18 horas.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Hoje Há Tertúlia...


O tema é: "A SCALA e a Cultura em Almada".

Vamos falar da Cultura em Almada e do papel desempenhado pela SCALA, nos seus quinze anos de vida. Contamos com a presença de alguns fundadores, o que é sempre importante...

Apareçam...

domingo, fevereiro 01, 2009

António Gageiro e a Sua Arte



Na passada sexta-feira, às 21.30 horas, foi inaugurada a exposição, "António Gageiro e a Sua Arte", na Sala Pablo Neruda, do Fórum Romeu Correia.

Após a inauguração, foi feita a apresentação do álbum, com o mesmo título, onde é feita uma retrospectiva de toda a obra do artista plástico, falecido exactamente um ano antes desta cerimónia de homenagem.
Estiveram presentes na mesa de honra, João Gageiro, filho do homenageado, Armando Correia, director da Biblioteca Municipal, Artur Vaz, escritor almadense e Luís Milheiro, presidente da SCALA.

A sessão foi aberta por Luís Milheiro, que fez um retrato breve do cidadão e amigo, focando o seu sentido civico e o orgulho de ser português, bem patente nos seus quadros.
O escritor Artur Vaz fez a apresentação do catálogo, com a apreciação artística de António Gageiro e da sua obra.
Abrantes Raposo, complementou a apresentação com a leitura de um poema que lhe dedicou.
Armando Correia, em representação do Munícipio, teceu palavras de agradecimento a todos os presentes e à família de António Gageiro, que infelizmente não conheceu, mas que pelos testemunhos, deveria ser uma excelente pessoa. Acrescentou que a Autarquia teria todo o gosto em ficar com alguns exemplares do Álbum, "António Gageiro e a Sua Arte", para distribuir pelas bibliotecas e escolas do concelho.
João Gageiro, comovido, agradeceu a presença dos familiares e amigos, o apoio da Câmara Municipal, as palavras elogiosas de Artur Vaz, em relação a seu pai, deixando um agradecimento especial a Abrantes Raposo e a Luís Milheiro, as duas pessoas que tornaram possível esta homenagem.

A SCALA Informa que a exposição estará patente na Sala Pablo Neruda até ao dia 7 de Fevereiro, no horário de funcionamento normal do Fórum Romeu Correia.

As fotos são da autoria de Eugénia Sousa e Luís Milheiro.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Composição Para Um Amigo


Durante a homenagem a Abrantes Raposo foi publicado um pequeno livrinho da colecção Index Poesis (nº 74), intitulado, "Abrantes Raposo, Um Artesão da Cultura", com poemas da autoria de alguns amigos, Alberto Afonso, Alexandre Castanheira, Aníbal Sequeira, Artur Vaz, Fernando Barão, José Nogueira Pardal, Laura Guinot, Luís Milheiro, Maria Gertrudes Novais, Minda e Victor Aparício. Por ter sido uma composição para um amigo, o poema de Aparício fica mesmo à medida deste "post":


COMPOSIÇÃO PARA UM AMIGO

Teclo no computador o poema que não encontro,
Risco na lauda o verso que não tenho,
Por falta de arte e de jeito;
Não encontro as palavras que sinto,
Para recordar os momentos passados,
Na camaradagem dos sonhos e anseios
Que em memória para trás ficaram.

Ferve-me na caneta a saudade da parceria,
Sinto no acaso as palavras que juntámos,
Os sonhos que construímos,
E a raiva do que ficou por dizer.
Na queda amena da vida que resta,
Apenas o elo cristalino da amizade fica,
Até que uma das luzes se extinga docemente.

Depois, pode ser que um de nós
Pegue na chama viçosa de amigo,
E a guarde numa ponta do Universo,
Até que o porvir a esmague secretamente,
E ao pó boreal tudo regresse;
Não foi vã a passagem despercebida:
O triunfo da amizade ficará para além do infinito.

Victor Aparício

terça-feira, janeiro 27, 2009

Abrantes Raposo Homenageado


No passado sábado Abrantes Raposo foi homenageado pela SCALA e pela ARPIFC, um dia depois de ter completado a bonita idade de setenta e cinco anos.

Estamos a falar de um poeta e escritor, com várias obras publicadas, que têm enriquecido a História de Almada e a freguesia onde reside, Cacilhas.

A par destas actividades, é um dos sócios fundadores da SCALA e foi seu dirigente durante mais de uma década, inclusive presidente de Direcção.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

A Homenagem a Fernando Barão


A homenagem a Fernando Barão na “Tertúlia da SCALA ”, que se realizou no dia 8 de Janeiro (quinta-feira), às 21 horas, no café “Dragão Vermelho”, poucos dias depois de ter completado a bonita idade de 85 anos, foi um verdadeiro hino à amizade.
O principal motivo desta homenagem, que está inserida nas comemorações do 15º aniversário da SCALA, foi dizermos obrigado a Fernando Barão, um nome grande da cultura almadense, pelo muito que ele tem feito por todos nós, quer como poeta, escritor, fotógrafo, associativista e amigo. Durante a tertúlia foram lidos poemas, contaram-se histórias e testemunhos sobre as vivências pessoais com o homenageado.
Foram distribuídos por todos os presentes, dois caderninhos de poemas, um escrito por amigos, que lhe quiseram dedicar algumas palavras, “Poemas Para um Amigo” (nº 73 da Colecção INDEX POESIS) e uma selecção de poemas da sua autoria, intitulada, “Olhares da Outra Banda”.
E no final ainda apareceu um bolo de aniversário e espumante, para brindarmos ao Fernando Barão, à SCALA e à Amizade.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Hoje há Tertúlia...


Hoje há tertúlia no "Dragão Vermelho", como acontece às primeiras quintas de cada mês no coração de Almada (esta realiza-se à segunda, porque o primeiro dia do ano, coincidiu com a primeira)...

Hoje vamos homenagear Fernando Barão, o escritor, o poeta, o fotógrafo, o associativista, e sobretudo, o amigo.

Fernando Barão é um dos fundadores da SCALA e tem feito muito pela nossa Associação que se prepara para comemorar o seu décimo quinto aniversário.

Porque pensamos que devemos agradecer às pessoas, tudo o que fazem pelos outros, em vida, prometemos destacar as principais referências da SCALA ao longo deste nosso décimo quinto ano de vida.

domingo, dezembro 21, 2008

Serão de Natal



Serão de Natal

Natal é tudo isto
A poesia do Pardal
O Manuel e o improviso
O Raposo sem Natal

A Laura com a melancolia
A Mitudes com o coração
O Miguel e a Sofia com a alegria
E as dúvidas do Barão

A Rosette com o Gedeão
Sem poesia de Natal
O Jorge com a sua razão
E o Nery com o traço genial

Sobram os reis e rainhas do silêncio
Que escutam com atenção
As palavras que lhe abrem o sorriso
Com e sem poesia, com e sem razão...

Estas palavras foram escritas e ditas por Luís Milheiro, no final da Tertúlia natalícia, e sintetizam muito do que se passou no serão, ao qual não faltaram presentes e bolo rei para todos, oferta da SCALA...

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Hoje há Tertúlia com Natal...


Além de olhares e poemas de Natal, haverá presentes surpresa para todos os associados e amigos, além da já habitual troca de presentes (sorteados...).

Para a ceia, haverá bolo-rei e vinho do porto.

Apareçam!

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Novo Livro Sobre Cacilhas


O livro “Cacilhas – Ponto de Partidas Local de Passagem”, da autoria do nosso associado e dirigente, Diamantino Lourenço, será lançado no próximo dia 6 de Dezembro (sábado), às 15.30 horas, na sede da ARPIFC, rua Elias Garcia, 7 A, Cacilhas.

«A obra de Diamantino Lourenço é muito importante, porque trás-nos dados novos sobre Cacilhas, sobre a sua importância como ponto de partida e de passagem de grandes eventos desportivos, como são a Volta a Portugal em Ciclismo e também a Cavalo (e esta?).
Claro que o livro não se fica por aqui, releva outros aspectos curiosos do desenvolvimento de Cacilhas e arredores, cuja importância é bastante significativa para a História Local.»
A obra editada pela Junta de Freguesia de Cacilhas, com o apoio da SCALA, será apresentada pelo também nosso associado, Fernando Barão, poeta, escritor e grande figura da cultura do nosso concelho.

domingo, novembro 30, 2008

Poesia de e para Anyana

Foto reportagem da última tertúlia: homenagem a Idalina Rebelo (Anyana). Imagens de Ermelinda Toscano, Luís Milheiro e Luís Veiga.

domingo, novembro 09, 2008

Anyana Recordada com Amor e Poesia





A Tertúlia de homenagem a Anyana (Idalina Alves Rebelo) foi um momento inesquecível, para todos aqueles que encheram o "Dragão Vermelho" e quiseram partilhar os seus poemas e as suas palavras, num autêntico hino à amizade e ao companheirismo, de uma grande amiga, que todos recordamos com ternura e saudade.

Foi apresentado declamado e oferecido a todos os presentes, um caderno de poesia, "Imagens da Memória - Recordando Anyana", da colecção, INDEX POESIS, editada pelos "Poetas Almadenses". A colectânea tem poemas de: Minda, Maria Gertrudes Novais, Luís Milheiro, Laura Guinot, Nogueira Pardal, Fernando Barão, Artur Vaz, Alberto Afonso e Abrantes Raposo.

Contámos também com a presença dos seus filhos, Ana Isabel e Sérgio, sensibilizados com o gesto de amizade de tantos amigos, que não quiseram deixar de estar presentes...



quarta-feira, novembro 05, 2008

Recordar Anyana


Amanhã a nossa tertúlia é dedicada à nossa amiga e companheira, Idalina Alves Rebelo, que assinava os seus poemas e os seus quadros como Anyana...

Apareçam!

quinta-feira, outubro 02, 2008

Hoje Há Tertúlia...


Vamos falar da República, da Monarquia e do nosso País, e certamente, também dos nossos governantes...

Apareçam!

terça-feira, setembro 23, 2008

O Adeus de Anyana


A Idalina Alves Rebelo, ou a Anyana, nome com que assinava os seus poemas e os seus quadros deixou-nos, hoje...

A SCALA e Almada ficam mais pobres, porque perderam uma grande senhora, com uma generosidade e um amor pelo próximo, sem tamanho.

Apesar da sua idade avançada, continuava a ser uma peça importante no dia a dia da nossa Associação. Além de dirigente (secretária da Direcção) era uma das associadas com maior espírito de iniciativa. Tinha sempre uma sugestão para aproximar a família scalana, pois era uma amante incondicional da amizade e da harmonia entre todos nós.

Ninguém é insubstituível, mas não temos dúvidas que a Idalina vai fazer-nos falta, embora continue presente no coração de todos nós.


sábado, agosto 02, 2008

Já Saiu Mais um Boletim...


Já se encontra ao dispor de todos os associados e amigos, mais um número de "O Scala", o 41, do Verão de 2008.

Além do destaque especial dado às Tertúlias, que voltaram a animar o "Dragão" com temas e convidados de grande qualidade, há mais notícias e apontamentos, dignos de realce, que retratam o dia a dia da nossa colectividade e também a inspiração dos nossos associados.


Boas leituras e boas férias, são os votos dos Corpos Gerentes da SCALA.

sábado, julho 12, 2008

As Quadras Populares a S. João

A SCALA orgulha-se de ter estado na génese da criação do concurso de Quadras Populares de Almada, alusivas a S. João Baptista, juntamente com o Município de Almada.
O concurso felizmente já vai na décima quarta edição e tem sido um êxito popular, como se pode comprovar, pelo elevado número de concorrentes que participam nesta iniciativa.

A cerimónia de entrega de prémios decorreu durante a tarde de hoje, no Solar dos Zagalos, com a presença na mesa de honra de Maria Emília de Sousa, presidente da Câmara de Almada, António Matos, vereador da Cultura do Município, Luís Milheiro, presidente de Direcção da SCALA e Teresa Pereira, principal responsável pelo evento.

A sessão foi apresentada por Maria Gertudes Novais e Nogueira Pardal, que fizeram parte do júri em representação da SCALA, que declamaram as quadras premiadas.

Houve ainda um excelente momento musical, com a actuação de quatro jovens almadenses, que compõem o "In Alma", que também fizeram um arranjo musical original com as quadras premiadas em 2007 e 2008.

domingo, julho 06, 2008

Eleições presidenciais de 1958

Videos da tertúlia realizada de Junho. Mário de Araújo, orador convidado, fala sobre a vitória do General Humberto Delgado em Almada.
















sábado, julho 05, 2008

Almada a Terra e as Gentes


"Almada a Terra e as Gentes" foi o título escolhido para o pequeno livro apresentado na quinta-feira, com poemas dedicados a todas as freguesias do Concelho, tal como o Concurso de Fotografia, organizado pela SCALA, que popularizou este nome...

A SCALA agradece aos poetas Scalanos, que com pouco mais de quinze dias, para entregarem um poema, para esta pequena colectânea, responderam presente.

São eles: Fernando Barão (Almada); Laura Guinot (Bela és Cacilhas); Abrantes Raposo (Caparica); João Azul (A Charneca); Nogueira Pardal (Costa da Caparica); Maria Gertrudes Novais (Mar Azul); Anyana (Cova da Piedade); Luís Milheiro (Jardins de Cimento); Alberto Afonso (Pragal); Aníbal Sequeira (Sobreda Florida); Minda (Trafaria).

Esta escolha não obedeceu a qualquer critério. Foi feita apenas por proximidade, já que só se decidiu fazer este livrinho depois de no final da tertúlia de Junho, ter ficado assente que em Julho, a sessão seria sobre a poesia e os poetas de Almada.

Nas palavras da Direcção, no final do livrinho, há uma dedicação especial a todos aqueles que colaboraram no Concurso de Fotografia "Almada a Terra e as Gentes", já que a sua edição: [...] «é também uma homenagem a todos os Scalanos que participaram na organização deste evento, ao longo de todas as suas edições. Um bem-haja a todos!»

Foi assim...

A tertúlia da passada 5.ª feira... depois do habitual jantar convívio, apresentou-se o caderno Uma Dúzia de Páginas de Poesia n.º 70, Almada, a terra e as gentes. E, claro, seguiu-se uma sessão de "poesia vadia"...

Brevemente disponibilizaremos alguns videos da sessão.

Fotografias: Ermelinda Toscano e Luís Milheiro.

terça-feira, julho 01, 2008

Novos Corpos Gerentes da SCALA

Na Assembleia Geral da SCALA, realizada a 21 de Junho, foram eleitos os Corpos Gerentes para o biénio 2008/2009, que passamos a apresentar:

MESA DE ASSEMBLEIA GERAL

Presidente: Ermelinda Toscano
1º Secretário: Luís Bayó Veiga
2º Secretário: João Cunha Dias

DIRECÇÃO

Presidente: Luís Milheiro
Vice-presidente Administrativo: Carlos Garrido
Vice-presidente Cultural: Diamantino Lourenço
Secretária: Idalina Alves Rebelo
Tesoureiro: Carlos Durão

CONSELHO FISCAL

Presidente: Nogueira Pardal
Secretário: Mário Nery
Relatora: Rossette Coelho

quarta-feira, junho 18, 2008

Ainda Humberto Delgado

AS VITÓRIAS NA COVA DA PIEDADE



«As eleições durante os 48 anos de ditadura ficaram marcadas no concelho de Almada por duas vitórias importantes da oposição sobre os candidatos da «nação». Ocorreram ambas na Cova da Piedade, terra de grandes tradições antifascistas devido ao elevado fluxo de operários a residir na freguesia.
Estamos a reportar-nos às eleições presidenciais de 1958, com a vitória do general Humberto Delgado, e às eleições de deputados para a Assembleia Nacional em 1969, com a vitória da Comissão Democrática Eleitoral.
Essas vitórias só foram possíveis porque a Cova da Piedade sempre foi o principal bastião da luta antifascista no concelho, devido à implantação da indústria corticeira na freguesia, junto às margens do Tejo.
A acção política dos corticeiros iniciou-se no final dos anos vinte, com várias manifestações de protesto contra o agravamento da sua situação profissional, cada vez mais difícil. Nessa época a corrente ideológica mais forte junto dos operários era o Anarco-Sindicalismo, o grande percursor dos movimentos de oposição em Almada.
Essas manifestações culminaram com o movimento de 18 de Janeiro de 1934, que tornou a vida dos trabalhadores ainda mais dura e difícil, com o aumento da repressão e da exploração no seio das fábricas mais activas na defesa dos interesses laborais.
A partir dessa época o Anarco-Sindicalismo começou a perder a força e influência junto da classe operária devido à prisão dos seus principais elementos. O Partido Comunista Português aproveitou esse vazio que se estava a espalhar junto dos trabalhadores para conquistar apoios na Margem Sul. Foi de tal forma bem sucedido que no início dos anos quarenta era praticamente a única estrutura política antifascista, devidamente organizada no país.
A Cova da Piedade acabou por se tornar um centro privilegiado na luta antifascista, devido ao forte enraizamento político dos seus habitantes, preparados para o que fosse necessário em prole da democracia.
Só com esse espírito é que foi possível garantir a vitória de Humberto Delgado, nas Eleições Presidenciais de 8 de Junho de 1958, nas mesas de voto da Freguesia.
Apesar das fraudes[1] que assolaram quase todas as mesas de voto do país, Humberto Delgado ainda venceu em cinquenta freguesias, uma das quais, a Cova da Piedade. Os elementos da oposição que fiscalizavam o acto eleitoral resistiram estoicamente às muitas manobras realizadas para os colocarem fora da sala onde se encontravam as urnas. Não seriam bem sucedidos e tiveram de ficar com os maços de votos de Américo Tomás guardados nos bolsos.
Quando foi anunciado o resultado a multidão que circundava o parque da Cova da Piedade rejubilou de alegria, ovacionando João Raimundo e outros camaradas, que nunca perderam de vista os «farsantes» do regime.
Algumas pessoas que assistiram a tudo o que se passou, ainda hoje se sentem indignadas pelo decoro e falta de vergonha de meia-dúzia de indivíduos que se tinham vendido ao salazarismo.
Houve vários tipos de fraudes, desde pessoas inscritas em várias freguesias que votaram duas e três vezes, até gente que teve o desaforo de votar por cidadãos já falecidos. Além disso, os elementos das mesas estavam quase todos precavidos com maços de votos, saídos das tipografias, que foram enfiados nas urnas quando não se encontrava ninguém da oposição por perto.
Almada ficou em polvorosa com os resultados eleitorais e o povo saiu para a rua, manifestando-se durante vários dias contra o fascismo e a mentira salazarista.
Em 26 de Outubro de 1969, Cova da Piedade voltou a constar nos ficheiros da democracia, com a vitória da Comissão Democrática Eleitoral (CDE) na Freguesia.
As eleições para a Assembleia Nacional, as primeiras da era marcelista, decorreram em condições de razoável autenticidade, embora o recenseamento continuasse a ser vedado a uma grande parte da população portuguesa.
Após os resultados eleitorais, Cova da Piedade voltou a sair para a rua, festejando com a alegria possível a vitória da lista da CDE, composta por elementos da esquerda democrática do distrito, perante o olhar atento das forças da ordem.


(Texto extraído de um dos capítulos do livro: Almada e a Resistência Antifacista, de Luís Alves Milheiro)


[1] Pessoas afectas ao regime que votaram em mais que uma freguesia; boletins de voto a favor de Américo Tomás colocados aos maços nas urnas; mortos que «ressuscitaram» para puder votar, etc.

quinta-feira, junho 12, 2008

Humberto Delgado Recordado no Dragão




A tertúlia sobre "A Vitória de Humberto Delgado na Cova da Piedade nas Eleições Presidenciais de 1958", foi um grande momento sobre a nossa história recente, graças a Mário Araújo, que foi de uma grande eloquência, e foi mais longe que o tema, abordando todo o percurso político do "General Sem Medo", até ao seu assassínio cobarde, perpetuado pela PIDE, assim como a luta antifascista que se fazia na Cova da Piedade.


Queremos e devemos registar o testemunho e a participação de inúmeros tertulianos, que assistiram a muitas das peripécias, que rodearam esta campanha heróica que fez tremer Salazar. Nomeadamente, Fernando Barão, Abrantes Raposo, Nogueira Pardal e Diamantino Lourenço, que enriqueceram esta excelente jornada sobre a nossa história.

quarta-feira, junho 04, 2008

Tertúlia Sobre Humberto Delgado


Amanhã realiza-se mais uma Tertúlia no "Dragão Vermelho".

Desta vez iremos falar sobre "A Vitória de Humberto Delgado na Cova da Piedade, nas Eleições Presidenciais de 1958".

O nosso convidado é Mário Araújo, grande democrata e associativista, que viveu todos estes acontecimentos na época, na Cova da Piedade, a Freguesia com maiores tradições democratas de Almada.

Apareçam...